Filogenia

Por Débora Carvalho Meldau
A filogenia, também chamada de filogênese, é o termo rotineiramente utilizado para definir hipóteses de relações evolutivas, ou seja, relações filogênicas, de um grupo de organismos. Em outras palavras, pode ser definida como o termo que visa determinar as relações ancestrais entre espécies conhecidas.

O estudo filogenético desses grupos proposto por Willi Henning, conhecido como Sistemática Filogenética, normalmente objetiva testar a validade de grupos e sua taxonomia. Seguindo esse ponto de vista, apenas são aceitos como naturais os grupos confirmadamente monofiléticos. A Sistemática Filogenética é uma base para o desenvolvimento de novos métodos, sendo que nos dias de hoje, o dominante é a Cladística.

Os métodos habitualmente observados para dedução de filogênese englobam parcimônia, máxima verossimilhança e Inferência Bayesiana, por meio da utilização do algoritmo Monte Carlo em Cadeias de Markov (MCMC). Métodos baseados em distâncias resultam em árvores baseadas em semelhança global, responsável por aproximar relações filogenéticas. Com exceção da parcimônia, o restante dos métodos dependem de um modelo matemático responsável por descrever a evolução dos caracteres ponderados nas espécies em questão, sendo normalmente utilizado para filogenia molecular, na qual os nucleotídeos alinhados são tidos como caracteres.

No fim do século XIX, a lei biogenética de Haeckel foi largamente aceita. Esta teoria foi descrita como a “ontogenia recapitula a filogenia”. Em outras palavras, o desenvolvimento de um organismo reflete verossimilmente o desenvolvimento evolucionário das espécies. Muitos deixaram de apoiar essa idéia no início do século XX por apresentar incompatibilidade com a evolução e com a genética, estabelecidas, respectivamente, por Charles Darwin e Gregor Mendel.

A transferência de genes entre os organismo pode ocorrer de duas maneiras: por meio da transferência vertical (dos progenitores para os seus descendentes), ou pro transferência lateral (migração de genes para organismos sem parentesco estabelecido), que é comum em seres Procariontes.

Em consequência do desenvolvimento de técnicas de biologia comparada, tornou-se possível a comparação de amplas quantidades de dados morfológicos, ecológicos e comportamentais com a informação oriunda do DNA ou seqüências de aminoácidos. Os caracteres analisados são codificados em uma matriz e, partindo de diferentes premissas, são concebidos diagramas muitas vezes denominados filogenias ou árvores filogenéticas. Quando um grupo de organismos apresenta uma origem em comum, é considerado natural; quando esse grupo representa um táxon reconhecido, este é considerado válido ou natural.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Filogenia
http://www.biomania.com.br/bio/conteudo.asp?cod=1778
http://www.coladaweb.com/biologia/evolucao/filogenia