Ciclo do Fósforo

Por Mayara Cardoso
O fósforo é um elemento químico de símbolo P, pertencente ao grupo 15 (ou 5A), não metal, extremamente reativo e, por isso, não é encontrado em seu estado ativo. O fósforo está entre os principais elementos químicos que constituem os seres vivos, seus átomos fazem parte, por exemplo, da composição de ossos e dentes e de importantes moléculas, tais como as de ATP, DNA, RNA e enzimas.

De todos os ciclos biogeoquímicos, o ciclo do fósforo está entre os mais simples, primeiro porque são raros os gases que possuem fósforo em suas moléculas; depois porque o único composto de fato importante aos seres vivos é o íon fosfato PO43-. Trata-se, portanto, de um ciclo caracteristicamente sedimentar e não atmosférico, como os ciclos do nitrogênio, carbono e oxigênio, por exemplo.

O principal reservatório do íon fosfato na natureza são as rochas, onde permanece por um longo tempo. Com o passar dos anos, as rochas sofrem uma degradação e são transformados em solo por meio de um conjunto de fenômenos físicos e químicos denominado intemperismo, e, assim, o íon fosfato é liberado, voltando ao ecossistema. Por ser um composto solúvel, esse íon é facilmente carregado pelas chuvas até as águas dos mares e dos rios.

O íon fosfato é, então, absorvido pelos vegetais através do solo ou de soluções aquosas e utilizam-no para formar compostos orgânicos essenciais à vida, daí o íon passa de fosfato inorgânico para fosfato orgânico. Os animais, através da água e da cadeia alimentar, também obtêm o íon. As aves marinhas, por exemplo, desempenham um importante papel na manutenção desse ciclo, pois são consumidoras de peixes marinhos e ao expelirem o guano (nome dado às fezes de aves) no solo, trazem o fosfato novamente ao meio terrestre.

Com a decomposição da matéria orgânica feita por bactérias fosfolizantes, o íon fosfato presente na estrutura dos seres vivos é devolvido ao solo e à água sob a forma inorgânica, formando outro reservatório desse nutriente na natureza. A partir daí, o fosfato é novamente incorporado às rochas, retomando o seu ciclo.

 

Referências
AMABIS, José Mariano, MARTHO, Gilberto Rodrigues. Biologia das Populações. São Paulo: Moderna, 2004