História do Chile

Por Thais Pacievitch
O navegador português Fernão de Magalhães, a serviço do rei da Espanha, foi o primeiro europeu a visitar o país que, hoje, conhecemos como Chile. Magalhães desembarcou na ilha de Chiloé, em 1520. Pedro de Valdivia, enviado por Carlos V, estabeleceu várias colônias, entre elas Santiago de la Nueva Extremadura (1541), Concepción (1550) e Valdivia (1552).

Os mapuches (maior tribo indígena do Chile) resistiram bravamente à colonização espanhola, principalmente na região sul, onde, em 1598, na batalha de Curalaba, venceram e mataram Pedro de Valdivia e a muitos dos seus companheiros. Esta vitória indígena levou à destruição de cidades sulinas como Valdivia e Osorno.

Da mesma forma que em toda a América católica, a igreja, em colaboração com o poder real, teve um importante papel na organização da sociedade colonial. As ordens religiosas criaram igrejas e escolas, além disso, os jesuítas tiveram atividades empresariais, como fazendas administradas de forma eficiente.

No período colonial, a economia do Chile não se desenvolveu muito, graças a pouca população e às travas que o império espanhol impôs. A Espanha não alavancou a indústria de manufaturados, no Chile, a fim de comercializar produtos europeus. Assim, as principais atividades foram relacionadas ao gado e seus derivados, produção de couros e de sebo, e lavouras como, por exemplo, a de trigo. Ao Chile só foi permitido cunhar sua própria moeda no final do século XVIII.

Entre 1810 e 1818 a colônia, então chamada de Reino do Chile, separou-se da Espanha e formou um governo independente. Ao fazê-lo, o Chile formou parte de um processo que abarcou quase a totalidade das colônias espanholas na América (só Cuba e Porto Rico permaneceram no império). Na maior parte dos casos, a separação das colônias se deu através de luta armada. O movimento da independência do Chile, liderado por Bernardo O’higgins, ocorreu no dia 12 de fevereiro de 1818.

A partir de 1831, o Chile passou por uma etapa de relativa estabilidade na sua vida política, situação diferente dos outros países latino-americanos. Isto aconteceu devido ao êxito da política exterior deste período, no qual o Chile ganhou duas guerras. A primeira foi a guerra contra a federação formada por Peru e Bolívia (1837-1839) que, embora não tenha propiciado conquistas de territórios, deu ao Chile o controle do comércio no Pacífico sul. A segunda guerra foi a do Pacífico (1879-1883) foi também contra o Peru e a Bolívia, desta vez como países separados e deu ao Chile a conquista da região mineira do norte, fator crucial para seu desenvolvimento. O Chile passou por uma guerra civil (1891) que durou nove meses e deixou 10.000 mortos.Depois de 1891 começou a era do salitre, que representava, naquela época, mais de 80% das exportações.

Após o parlamentarismo (1891-1925), o Chile adotou o presidencialismo, que dura até hoje. Em 1973, houve um golpe militar (financiado pelos EUA) que levou ao poder um ditador chamado Augusto Pinochet Ugarte. Pinochet governou até 1990 e foi responsável pela remoção do único presidente marxista, eleito através do voto direto, de que sem tem notícia: Salvador Allende Gossens. Durante este período de ditadura, muita gente foi morta e muitos tiveram de partir para o exílio.

Atualmente o Chile tem um governo democrático e uma economia tida como uma das melhores do continente americano.