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Cinema Novo

A idéia base do Cinema Novo já era discutida a partir dos anos 50, grupos de jovens e criadores sentiram a necessidade de construir uma identidade verdadeiramente brasileira e que não estivesse atrelada à linguagem estética cultural estrangeira e muito menos dependente da produção norte-americana como referência. Buscava-se como ponto de partida um profundo estudo e valorização da realidade sócio-política-cultural brasileira.

O imaginário da burguesia e das camadas médias da população estaria moldada pelo american way of life, o que expressava um país culturalmente colonizado. A luta do Cinema Novo a favor de um cinema verdadeiramente nacional ganha força a partir da década de 60, com a união produtiva de vários cineastas que defendiam este pensamento.

O cinema brasileiro era estrangeiro em próprio país,por ocupar a menor parte das salas de exibição dominadas pelas produções norte-americanas. Cinemas de cunho social e que refletissem a verdadeira identidade cultural de nosso país foram os principais pontos de partidas de jovens cineastas que se apoiaram em “uma câmera na mão e uma idéia na cabeça”.

O Cinema Novo foi um divisor de águas, abordava uma tendência diferenciada em comparação às décadas anteriores, mostrando o Brasil e o seu verdadeiro povo. A primeira fase do Cinema Novo (1960 a 1964), abordava o cotidiano popular e a mitologia nordestina, nesta fase nomes como o de Nelson Pereira dos Santos, Ruy Guerra, Luiz Carlos Barre, Glauber Rocha, entre outros, foram os cineastas que buscavam os verdadeiros objetivos de uma real cinematografia brasileira.

A segunda fase do Cinema Novo é compreendida de 1964 a 1968, e ficou focalizada em temas políticos, em destaque a questão da ditadura militar. Os filmes mais marcantes foram o “Desafio”, de 1968, filmado por Gustavo Dahl e “Terra em Transe”, de 1967, filmado por Glauber Rocha.

A terceira fase teve influência do tropicalismo, compreendida de 1968 a 1972, expressou o exótico nacional. Macunaíma, de 1969, foi um dos filmes que marcaram esta época. A repressão política e o exílio de cineastas brasileiros acabou por extinguir o Cinema Novo.

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