Bronquite Crônica

Por Débora Carvalho Meldau
A bronquite é definida como uma afecção inflamatória que afeta os brônquios. Existem dois tipos, a bronquite aguda e a bronquite crônica. Esta última dura anos e não é necessariamente resultante de uma infecção. Esta moléstia faz parte de uma síndrome denominada doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC).

Por definição, na bronquite crônica encontra-se presente tosse com muco (catarro) na maior parte do mês em, no mínimo, durante 3 meses do ano, por dois anos seguidos, sem que haja outra moléstia que explique a presença desse sintoma. Esta doença acomete indivíduos de todas as idades, mas mais comumente pessoas acima de 45 anos.

Esta patologia costuma aparecer após 20 a 30 anos de exposição das vias aéreas a produtos irritantes, como o tabaco, a poluição do ar, entre outros. Estes são responsáveis por levarem a alterações da mucosa brônquica.

No caso da bronquite crônica, ocorre uma hipertrofia glandular, desencadeando uma inflamação e maior produção de muco, causando uma estenose nos brônquios, com consequente diminuição do fluxo de ar. Nos casos em que ocorre um agravamento da inflamação, como nas infecções bacterianas, a produção de muco exacerba-se.

Hoje em dia, é mais comumente utilizado o termo DPOC quando se faz menção à bronquite crônica e ao enfisema pulmonar, uma vez que ambas coexistem no mesmo paciente, causando obstrução à passagem do fluxo de ar.

As manifestações clínicas apresentadas pelos portadores desta moléstia são:

  • Tosse;
  • Expectoração de muco;
  • Falta de ar;
  • Febre, quando houver uma infecção associada;
  • Chiado no peito, denominado sibilos, pode surgir quando a doença intensifica-se (crise);
  • Cianose (pele azulada);
  • Inchaço dos membros inferiores pode estar presente, decorrentes de um maior esforço cardíaco.

O diagnóstico é feito por meio do histórico e quadro clínico apresentados pela paciente, como, por exemplo, o uso do tabaco a longo prazo associado à tosse crônica produtiva (com muco), torna o diagnóstico muito mais possível. O exame físico também pode auxiliar no diagnóstico.

Exames de imagem, como a radiografia do tórax, habitualmente evidenciam alterações compatíveis com a bronquite crônica, bem como auxiliam na exclusão de outras moléstias.

Além do exame de sangue ser útel no diagnóstico da doença, também ajuda na elucidação de sua gravidade, assim como a espirometria.

O principal objetivo do tratamento da bronquite crônica é abrandar a irritação brônquica. Deste modo, é fundamental eliminar os fatores irritantes, como o fumo ou poeiras tóxicas. A freada no uso do tabaco não levará à melhora da doença, mas auxiliará na desaceleração de sua evolução.

Certos pacientes podem responder positivamente ao uso de corticóides, fármacos que objetivam controlar o processo inflamatório dos brônquios, minimizando, desta maneira, a sintomatologia da moléstia. Outro grupo de fármacos importantes no tratamento da bronquite crônica são os broncodilatadores, responsáveis por desobstruir as vias aéreas, aliviando a falta de ar e os sibilos. Antibióticos auxiliam grandemente nos casos de crises resultantes de um processo infeccioso dos brônquios. Exercícios respiratórios também podem ser benéficos.

Na maior parte dos casos (80-90%) a bronquite crônica é decorrente do uso prolongado do tabaco. Sendo assim, a principal forma de profilaxia é o não uso dessa substância. Outra medida importante que deve ser realizada por portadores desta doença é a vacinação anual contra o vírus da gripe, já que esta pode agravar a afecção.

Fontes:
http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?51
http://www.bronquite.com/bronquite-cronica.html
http://www.saudedicas.com.br/doencas/bronquite-cronica-183266

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