Antibióticos

Por Thais Pacievitch
Os antibióticos (do grego anti=contra e bio=vida) são fármacos empregados no tratamento de infecções. Algumas destas substâncias são totalmente artificiais, mas existem aquelas produzidas a partir de organismos vivos, tais como fungos e bactérias. Estes medicamentos têm o poder de destruir ou controlar o crescimento de organismos infecciosos do corpo.

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Medicamentos. Foto: Sponge [GFDL or CC-BY-SA-3.0], via Wikimedia Commons

Existe um grande número de classificações dos antibióticos, a mais habitual os agrupa em função de seu mecanismo de ação perante os agentes causadores de infecção, quer dizer, alguns lesionam a parede da célula, outros alteram a membrana celular. A maior parte deles inibe a síntese de ácidos nucléicos, os polímeros constituintes da célula bacteriana. Outra classificação agrupa os antibióticos em função das bactérias contra as quais são eficazes: estafilococos, estreptococos e escherichia, por exemplo. Também podem ser classificados em função de sua estrutura química, diferenciando, desta forma, as tetraciclinas, penicilinas, macrólidos, cefalosporinas, sulfamidas, lincosamidas e outros.

O antibiótico deve ser o mais tóxico possível para o micro-organismo infectante, da mesma forma que deve ser extremamente seguro para as células humanas, ou seja, foram feitos para produzir uma toxidade seletiva. Produzir este tipo de substância é relativamente simples, visto que as células humanas são muito diferentes das dos fungos e bactérias.

Os antibióticos devem ser prescritos somente por um médico ou cirurgião dentista e unicamente quando há evidências clínicas de que o problema é causado por bactérias. Algumas das infecções mais comuns ocorrem na garganta, ouvido, vias urinárias, nariz, vias respiratórias e estômago. A aplicação de antibióticos pode ser local (unguentos, cremes ou pó), oral (cápsulas) ou parenteral (intravenosa ou intramuscular).

Alguns antibióticos podem causar efeitos secundários tais como: alergias (em pessoas predispostas podem causar erupções cutâneas, febre e artrite); disbacteriose (pode produzir dor, coceira na boca e língua, diarréia, devido ao desequilíbrio da flora intestinal); resistência (as bactérias têm a capacidade de se tornar resistentes rapidamente à ação bactericida, ou seja, o uso contínuo deste tipo de medicamento favorece a resistência das bactérias); toxidade (podem danificar órgãos como os rins, o fígado, o sistema nervoso, bem como produzir toda sorte de alterações nos glóbulos sanguíneos).

O primeiro antibiótico criado foi a Penicilina, em 1928 pelo médico escocês Alexander Fleming.

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