Citomegalovírus

Por Débora Carvalho Meldau
O citomegalovírus é um vírus pertencente ao grupo herpes, com alta especificidade com relação ao hospedeiro e que pode infectar o ser humano, macacos e roedores.

Este vírus é considerado um dos agentes mais frequentes de infecção congênita no homem, estando também entre as causas mais importantes de retardamento mental, alterações do sistema nervoso central e surdez na infância. Juntamente com a sua capacidade de provocar infecção congênita, este vírus também pode infectar o homem no período perinatal, e no período pós-natal, por vias naturais e iatrogênicas. É também considerado oportunista, pois causa doença em pacientes imunodeprimidos.

O citomegalovírus possui DNA como material genético, podendo levar a formação de corpúsculos de inclusão intranucleares e citoplasmáticos no seu processo de multiplicação. Apresentam capacidade de persistir em estado latente por muito tempo, sendo esta uma característica do grupo Herpesviridae.

As possíveis fontes de contaminação do vírus são inúmeras, pois este já foi encontrado na saliva, urina, sangue, secreções respiratórias, secreção da cérvix uterina, esperma, colostro e leite materno, medula óssea, rins e outros órgãos. A infecção por este agente etiológico ocorre precocemente e de forma disseminada na população. Entre o final da primeira infância e o início da adolescência, aproximadamente 80% da população já se encontra infectada, alojando o vírus em diferentes sítios do organismo, especialmente nas glândulas salivares e nos leucócitos.

Existem diversas possibilidades para o reencontro com o vírus. Além da reativação de vírus latente, pacientes imunodeprimidos podem passar por transfusões sanguíneas contendo o vírus latente; podem também receber órgãos transplantados contendo o citomegalovírus; podem ser submetidos à diálise em equipamentos contaminados com o vírus. Deste modo, as possibilidades para haver recombinações moleculares desses vírus são diversas, sendo fácil compreender a elevada tava de citomegalovirose nessas circunstâncias.

Acredita-se que somente 5 a 15% dos recém-nascidos infectados apresentam sintomas ao nascimento. As formas mais graves são caracterizadas por icterícia, hepato e esplenomegalia, petéquias, microcefalia, coriorrenite, calcificações cerebrais, além de pneumonia intersticial e anemia hemolítica. Normalmente, estas crianças desenvolvem seqüelas importantes, dentre elas, surdez uni ou bilateral, cegueira, retardamento mental e paralisias espásticas ou flácidas.

As infecções ocorridas durante o parto apresentam um período de incubação variável, de 4 a 12 semanas. Com relação às infecções ocorridas durante a amamentação com leite materno, foi observado que a maioria ocorreu entre quatro semanas a quatro meses de idade. Na maioria das vezes, essa forma de infecção é assintomática, embora tenham sido descritos casos associados à pneumonites de relativa gravidade.

Com relação às infecções adquiridas, admite-se que a maioria seja assintomática ou incaracterística. Todavia, quando há a expressão clínica desta, é feita como um quadro de mononucleose-símili. Isso ocorreria principalmente em adultos, com o paciente apresentando quadro febril prolongado, astenia, sudorese e hepato e/ou esplenomegalia. Linfonodomegalia e exsudato de amígdalas são observados em raros casos.

O citomegalovírus em pacientes imunodeprimidos observa-se febre prolongada, normalmente associada à leucopenia, linfocitose atípica, alterações de enzimas hepáticas, hepato e esplenomegalia, mialgias e atralgias. Pneumonia intersticial também tem sido observada com grande freqüência.

A presença do vírus pode ser detectada por meio de isolamento viral, utilizando-se secreções corpóreas que são inoculados em culturas, por meio da demonstração indireta do vírus através de seus corpúsculos de inclusão e também por meio de sorologia.

O tratamento, exceto no caso de gestantes, inclui a utilização de medicamentos que vão desde os administrados diariamente até os administrados uma vez por semana. Em casos de gestação, muitos desses fármacos são desaconselháveis. A melhor conduta é a informação e, juntamente com ela, a mãe deve evitar o contato com portadores do vírus, redobrar os cuidados de higiene e fazer repouso.

Fontes:
http://www.drauziovarella.com.br/Sintomas/258/citomegalovirus
http://boasaude.uol.com.br/lib/ShowDoc.cfm?LibDocID=3884&ReturnCatID=1802
http://pt.wikipedia.org/wiki/Citomegalov%C3%ADrus
http://www.pediatriasaopaulo.usp.br/upload/pdf/872.pdf
http://www.hepcentro.com.br/cmv.htm
http://www.soropositivo.org/dst/aids/24-doencas-oportunistas/28-citomegalovirus-cmv.html
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1516-84842001000300001&script=sci_arttext
http://www.alka.com.br/site/produto_detalhe.asp?cod=1360

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