Fenda Palatina

Por Débora Carvalho Meldau
A fenda palatina, também chamada de fissura palatina, é uma anormalidade genética que ocorre durante a formação e desenvolvimento fetal, caracterizada pela presença de comunicação buco-nasal, em consequência da perfuração do palato (duro ou mole), onde é possível observar o septo nasal, assim como as conchas inferiores.

Embora a fenda palatina e o lábio leporino (fissura labial) possam ocorrer em associação, ambas possuem origens embrionárias diferentes. Deste modo, isoladas as fissuras do palato duro e mole (sem fissura labial), deverão ser consideradas como entidades distintas daquelas associadas com fissura do lábio ou uma fissura labial maxilar. Isoladamente, as fissuras do palato duro e mole representam entre 25% a 30% de todos os casos de fissura.

Clinicamente, a fenda palatina varia de uma úvula bífida, até completa fissura de palato mole, por meio de fissura completa ou incompleta, tanto do palato duro quanto do mole.

No caso de fissuras no palato mole, esta pode resultar em alterações fisiológicas da tuba auditiva levando a anomalias do ouvido médio e dificuldades auditivas. O início das manifestações clínicas nas crianças ocorre na fala, com hipernasalidade, em conseqüência da insuficiência velofaríngea. Nos casos mais graves, fenômenos compensatórios glóticos podem causar a produção de uma respiração pesada.

Já  foram descritas também formas sindrômicas, como a Síndrome de Pierre-Robin, Síndrome de van der Woude, Síndrome Otopalatodigital e Síndrome Velocardiofacial.

A correção de fissuras palatinas deve ser feita apenas por volta de um a dois anos de idade. O fechamento completo é realizado em etapas, objetivando assegurar a integridade do arcabouço ósseo e a funcionalidade da musculatura de oclusão, bem como para evitar a deficiência de respiração e a voz anasalada. Normalmente, fecha-se primeiro o palato ósseo anterior para alongá-lo, para depois continuar o tratamento. Enquanto esperam a finalização da reconstrução, as crianças usam um aparelho ortodôntico, que cobre a fenda palatina e permite que se alimentem.

Como, tanto as fissuras labiais quanto as palatinas, não envolvem apenas fatores estéticos, mas também nutricionais, respiratórios, auditivos, dentários, emocionais e de sociabilidade, o tratamento requer uma abordagem multidisciplinar, com a participação de profissionais das áreas de cirurgia plástica, otorrinolartingologia, odontologia e fonoaudiologia.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Fenda_palatina
http://br.guiainfantil.com/labio-leporino.html
http://www.profala.com/arttf127.htm
http://www.drauziovarella.com.br/Sintomas/5322/labio-leporino-fenda-palatina
http://saude.psicologiananet.com.br/fenda-palatina-%E2%80%93-uvula-palatina-%E2%80%93-crianca-com-fissura-labio-palatina.html

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