Leishmaniose

Por Ana Lucia Santana
Leishmaniose
Leishmaniose
Informações sobre: Leishmaniose
Agente causador: protozoários do gênero Leishmania

Transmissão: picada de mosquitos do gênero Phlebotomus ou Lutzomyia.

Principais sintomas: ferimentos na pele.

Diagnóstico: presença dos parasitas em amostras de sangue.

Tratamento: medicamentos

Prevenção: utilizar repelentes em áreas endêmicas, eliminação dos mosquitos transmissores.

A leishmaniose é uma doença pouco compreendida ainda no Brasil. Conhecida também como calazar ou úlcera de Bauru, é causada pelos parasitas do gênero Leishmania. São três as suas formas de manifestação – a visceral, que invade os órgãos internos, a cutânea, que se expressa na pele e a mucocutânea, que contamina as mucosas e a pele. Em nosso país encontramos estes três tipos da enfermidade, que é transmitida pelas fêmeas destes insetos – Phlebotomus na Europa e Lutzomyia na América. Ela infecta também os cães, os lobos, roedores silvestres, além dos seres humanos, contagiando raramente os gatos. O mosquito é chamado de mosquito-palha ou birigui no Brasil.

Os casos mais numerosos de Leishmaniose são encontrados no Norte e Nordeste do país, embora estejam se estendendo para outras áreas, o que causa preocupações, pois ela pode ser passada do animal para o homem e vice-versa. No animal esta doença se expressa através de um emagrecimento crescente, inchaço do baço e do fígado, crescimento excessivo das unhas e feridas na pele que não cicatrizam, sendo ás vezes até confundida com a sarna negra, em sua espécie cutânea. Esta enfermidade é, assim, melhor diagnosticada em exames laboratoriais. No homem, a doença, na maioria das vezes, é rapidamente controlada, pois o sistema imunológico reage positivamente, eliminando os macrófagos que levam em si as leishmanias. Assim, o paciente é curado e apresenta apenas alguns sintomas cutâneos leves. Mas se o organismo optar por produzir anticorpos, o resultado não será tão eficiente, porque eles não conseguem atingir as parasitas. Nessa circunstância, a leishmaniose progride para a espécie visceral, a mais séria, ou então, se for a menos agressiva, se expressará nas formas mucocutâneas mais crônicas.

Quanto aos pacientes com AIDS, a doença revela-se bem mais grave. Em alguns países da Europa os aidéticos têm manifestado formas muito sérias de leishmaniose. A espécie visceral desta enfermidade, chamada igualmente de Kala-azar ou Febre dumdum, permanece no organismo de alguns meses a diversos anos. Os parasitas atingem especialmente o baço, o fígado e a medula óssea, nos quais proliferam os macrófagos. Os indivíduos que apresentam sintomas demonstram febre, tremores virulentos, diarréia, suores, mal-estar, cansaço, anemia, leucopenia, úlceras na pele e campos escuros na epiderme. Se a doença for diagnosticada rapidamente e tratada a tempo, há grandes probabilidades de cura. Caso contrário, pode causar a morte em um período muito curto, ou então após anos de manifestações crônicas, particularmente nos imunodepressivos, como os aidéticos.

A leishmaniose cutânea, após uma breve incubação, revela borbulhas vermelhas na pele – feridas de difícil cicatrização nos pontos picados pelo mosquito, que evoluem para cascas que portam em seu interior uma espécie de líquido com soro. A pele fica escurecida, pois ocorre um excesso de pigmentação. Em poucos meses as lesões cutâneas cicatrizam. Já a mucocutânea apresenta semelhanças com a espécie anterior, porém manifesta danos mais profundos na pele, que atingem igualmente as mucosas da boca, do nariz ou das partes genitais.

Nas áreas onde a doença tem uma maior ocorrência, pela presença mais freqüente do mosquito e de cães, é importante combater o inseto, mas também vacinar os cachorros e usar repelentes próprios para este caso. Os cães não devem ficar soltos pelas ruas, especialmente no final da tarde, e deve-se evitar que eles tenham contato com o mato, locais onde o lixo é depositado e terrenos incultos. O tratamento desta enfermidade é efetivado com a aplicação de antimoniais , pentamidina e anfotericina ou miltefosina. No cuidado com os cachorros afetados, os mais utilizados são os antimoniais e o alopurinol, mas é raro obter nos cães a cura completa, pois eles continuam transportando o parasita e os sintomas reaparecem depois de alguns meses.

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