Lúpus

Por Ana Lucia Santana
O Lúpus Eritematoso Sistêmico é uma enfermidade crônica, de natureza auto-imune e inflamatória, que atinge várias regiões do organismo humano, principalmente a epiderme, as juntas, o sistema sanguíneo e os rins.

Geralmente o sistema imunológico fabrica proteínas conhecidas como anticorpos. Cabem a eles preservar o corpo físico de todo tipo de ataque externo, de vírus, bactérias, células que provocam o câncer e tantos outros elementos desconhecidos. Estes invasores, que desencadeiam a elaboração automática de anticorpos, são denominados antígenos.

A enfermidade auto-imune aparece quando o sistema imunológico responsável pela defesa do organismo não consegue mais distinguir os elementos incomuns das suas próprias células, atingindo assim não só os inimigos, mas também seu ambiente corporal. São estas proteínas anormais, os auto-anticorpos, que, unidos aos fatores orgânicos, compõem os complexos imunológicos, gerando sérias lesões nos mais variados tecidos e mutações na circulação do sangue.

Desta mesma forma é desencadeado o Lúpus, uma moléstia cada vez mais diagnosticada pelos reumatologistas, seja por um aprimoramento do conhecimento medicinal, seja pelo progresso tecnológico no campo dos diagnósticos. Embora ela ocorra muito entre os homens, as mulheres são as mais afetadas, principalmente quando se encontram na faixa etária reprodutiva, mais ou menos entre 20 e 40 anos.

Acredita-se que isso possa ser explicado através de elementos hormonais, pois os sinais desta doença parecem se multiplicar antes da menstruação e ao longo da gravidez. Entre as representantes do sexo feminino, as de ascendência africana, indígena ou asiática parecem ser mais sensíveis à incidência deste mal, que pode ser leve, sem maiores riscos, ou muito grave, até mesmo levando à morte o paciente.

Além dos fatores genéticos, os ambientais também parecem contribuir para o desencadeamento desta enfermidade. Entre estes elementos são percebidas as influências de infecções, determinados remédios, raios ultravioletas e o estresse, que permite ao Lúpus ser considerado também um mal psicossomático. Ademais, ainda não foi possibilitado aos médicos distinguirem que espécie de gene poderia causar esta doença, embora muitas vezes ela se repita no interior de um mesmo ambiente familiar.

Quanto aos sintomas, eles variam de pessoa para pessoa. Os mais comuns são mal-estar, febre, cansaço, perda de peso e de apetite, seguidos depois de semanas ou meses por dores nas articulações e manchas vermelhas na derme, as quais podem ser confundidas com a urticária. A cútis pode ser afetada por lesões as mais diversas, sendo a mais comum uma mancha na forma de uma asa de borboleta, ou seja, um eritema que alcança as bochechas e a face posterior do nariz. Estes sinais podem eclodir em qualquer área do corpo. Algumas destas lesões podem ser mais sérias, legando ao perímetro atingido uma cicatriz nada agradável.

A maior parte dos enfermos desenvolve também uma artrite, na maior parte das vezes temporária, sendo facilmente erradicada com o tratamento mais adequado. Em alguns momentos ela vem acompanhada de tendinites. O Lúpus pode atingir também os rins, o sangue e o sistema nervoso, provocando muitas vezes até mesmo um estado depressivo no paciente.

Esta enfermidade é detectada nos consultórios especializados, por meio da junção de observações clínicas e exames laboratoriais. Os especialistas devem sempre seguir indícios importantes na percepção desta doença, unindo sinais como dores nas articulações, perda de peso, supostas urticárias repetitivas, queda capilar, entre outros vestígios, com exames anteriores alterados, tanto os de sangue quanto os de urina. Investigar o comportamento dos anticorpos é igualmente fundamental, não só para se diagnosticar este mal, mas também para acompanhar sua evolução.

Há padrões internacionais pelos quais o médico pode se orientar no tratamento desta enfermidade, mas é preciso levar em conta a individualidade de cada paciente. Os remédios devem ser administrados com muito cuidado por profissionais realmente hábeis, pois podem desencadear efeitos colaterais significativos. Os enfermos também devem estar atentos aos seus sintomas, para qualquer agravamento deles, pois quanto mais rápido for o tratamento, maior será a probabilidade de resolver estas complicações.

Fontes
http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?277
http://gballone.sites.uol.com.br/psicossomatica/lupus.html

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