Mielite Transversa

Por Débora Carvalho Meldau
A mielite transversa trata-se de um processo inflamatório agudo que acomete as substâncias branca e cinzenta da medula espinhal, fator que pode resultar em desmielinização axonal.

Esta patologia neurológica compõe um grupo de doenças imunoneurológicas do sistema nervoso central (SNC), do qual também faz parte encefalomielite disseminada aguda, neurite óptica e neuromielite óptica.

Estima-se que esta rara desordem afete por ano 1 a 4 indivíduos entre cada 1 milhão. Acomete indivíduos de todas as idades, com um pico de incidência entre os 10 aos 19 anos e entre os 30 aos 39 anos de idade. Não há predisposição familiar e nem sexual para a mielite transversa. Acredita-se que esta afecção resulte da ativação anormal do sistema imunológico contra a medula espinhal, além de poder ser ocasionada por infecções virais. Os casos nos quais não é possível identificar a causa são chamados de idiopáticos.

As manifestações clínicas variam de acordo com o local afetado e severidade do quadro e incluem:

  • Quadro febril anteriormente ao surgimento dos sintomas neurológicos;
  • Fraqueza muscular;
  • Paralisia;
  • Parestesia;
  • Dor neuropática;
  • Espasticidade;
  • Fadiga;
  • Depressão;
  • Disfunção sexual;
  • Alterações intestinais e da bexiga urinária.

O diagnóstico é alcançado por meio do histórico clínico e um exame físico detalhado. Para excluir a presença de fatores que levam à compressão da medula espinhal e sintomatologia semelhante, como é o caso de tumores, hérnias de disco abscessos e coleções anormais de vasos sanguíneos, são realizados exames de imagem, como ressonância magnética, tomografia computadorizada ou radiografia da coluna. Além disso, exame de sangue pode ser utilizado para excluir várias desordens, como lúpus eritematoso sistêmico, infecção pelo HIV, deficiência de vitamina B12, dentre outras. A punção lombar também pode ser feita para avaliação do líquido cefalorraquidiano.

Habitualmente, o tratamento é feito com corticosteroides que reduz a inflamação da medula espinhal. A plasmaferese também pode ser utilizada, visando suprimir o sistema imunológico. A fisioterapia é essencial na reabilitação dos pacientes com mielite transversa.

Após o início do tratamento, a recuperação pode levar de 2 semanas até 2 anos, dependendo da gravidade do quadro. Alguns pacientes não demonstram sinais de recuperação, porém, quando o tratamento é estabelecido precocemente, alguns pacientes podem recuperar-se completamente.

Fontes:
http://www.myelitis.org/br/Capitulo_Mielite_Transversa.pdf
http://pt.wikipedia.org/wiki/Mielite_transversa
http://www.manualmerck.net/?id=95&cn=890
http://www.ninds.nih.gov/disorders/transversemyelitis/detail_transversemyelitis.htm

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