Prostatite Bacteriana

Por Débora Carvalho Meldau
A Prostatite Bacteriana é sempre resultante de uma infecção bacteriana da próstata e relaciona-se com infecções do trato urinário. Pode ser do tipo aguda ou crônica. A primeira é uma afecção febril, que se inicia repentinamente, apresentando sintomas gerais e do trato urinário bem marcantes. Já a crônica apresenta evolução mais lenta, caracterizando-se por infecção urinária de difícil terapia; a infecção ocorre devido à permanência da bactéria responsável pela doença no fluído sintetizado pela próstata, embora seja realizada a antibioticoterapia.

A bactéria mais comumente responsável pelo aparecimento da prostatite é a Escherichia coli. Outras menos comuns são: Proteus sp., Klebesiella sp., Enterobacter sp.,Pseudomonas sp. e Serratina sp. Habitualmente, esta afecção tem apenas um agente etiológico; contudo, podem estar presentes dois ou mais tipos de bactérias simultaneamente. Acredita-se também que o Enterococcus fecalis pode levar à prostatite bacteriana crônica.

A afecção em questão desenvolve-se a partir da ascensão de uma infecção encontrada mais abaixo (na uretra) ou então devido ao refluxo da urina contaminada para os ductos prostáticos. Outras causas possíveis são as bactérias colonizadoras do reto, que atingem à próstata diretamente ou por meio de linfonodos e, também, bactérias que alcançam a próstata diretamente pela corrente sanguínea.

As manifestações clínicas da prostatite bacteriana aguda são: febre alta e repentina, mal-estar geral, calafrios, dores nas costas, na musculatura, nas articulações e no períneo. Também é comum a presença de dor ao urinar, necessidade de urinar mais vezes ao dia, além de urgência miccional; também há uma dificuldade de esvaziar a bexiga por completo.

No caso da prostatite bacteriana crônica, os sintomas são semelhantes, porém, não há a presença de febre.

Eventualmente, pode haver a formação de abscessos prostáticos na prostatite bacteriana aguda. Geralmente, a formação destes se dá em indivíduos que se encontram na faixa etária entre 50 a 70 anos.

O exame clínico é feito por meio da palpação retal, na qual é  possível perceber alterações na superfície prostática, na consistência, tamanho e outras características da próstata. Por meio desse exame, o médico pode verificar se há a presença de dor e qual a intensidade.

O médico é quem decidirá qual o exame mais adequado para cada caso. Pode ser realizada uma biópsia de próstata ou uma visualização do que está ocorrendo, através da ultra-sonografia transrretal; ele pode solicitar também uma dosagem de PAS, que pode encontra-se elevado em caso de prostatite.

Pode também ser utilizada a cistoscopia, que confere uma visualização direta, por meio de um mini câmera, do canal uretral, da bexiga e da próstata.

O tratamento é feito por meio do uso de antibióticos, por, no mínimo, 14 dias, nos casos de prostatite bacteriana aguda. Dois tipos de pacientes necessitam de internação: os que devem receber tratamento endovenoso e os que apresentam intensa obstrução urinária. Quando se tratar de prostatite bacteriana crônica, o tratamento deve ser mais extenso, levando de 3 a 12 semanas. Raramente, recomenda-se a cirurgia da uretra e da próstata.

Normalmente os abscessos prostáticos curam sem deixar seqüelas graves quando são feitos diagnóstico e tratamento adequados.

Fontes:
http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?349
http://www.sbu-sp.org.br/site/index.php/prostatite.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Prostatite
http://www.lincx.com.br/cuidando-de-sua-saude/saude-de-a-a-z/medicina/saude-do-homem/5575-prostatite.html
http://www.drashirleydecampos.com.br/noticias/8613

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