Linfonodos

Por Débora Carvalho Meldau
Os linfonodos, também conhecidos como gânglios linfáticos, são órgãos encapsulados formados por tecido linfóide, encontrados espalhados por todo o corpo, sempre no trajeto dos vasos linfáticos. Estão presentes na axila, virilha, ao longo do pescoço e em grande número no tórax e abdômen (em especial no mesentério). Estes órgãos desempenham papel na defesa do organismo, sintetizando anticorpos.

Estas estruturas, no geral, apresentam formato de rim, possuindo um lado convexo e outro com reentrância, denominado hilo, pelo qual penetram as artérias encarregadas de nutrir o linfonodo. Seu tamanho varia, apresentando desde 1mm, até 2 cm de comprimento.

A linfa circula pelos linfonodos de modo unidirecional. Ela atravessa estes pequenos órgãos entrando pelos vasos linfáticos que desembocam na borda convexa do linfonodo, saindo pelos vasos linfáticos situados no hilo (vasos eferentes).

A cápsula responsável por envolver os linfonodos emite trabéculas para o seu interior, repartindo seu parênquima em compartimentos incompletos. O parênquima desta estrutura possui a região cortical, localizada logo abaixo da cápsula, ausente somente no hilo, e a região medular, localizada no centro do órgão e o seu hilo. Entre essas duas regiões, encontra-se a cortical profunda, também chamada de região paracortical.

Os linfonodos funcionam como “filtro” da linfa, retirando, da mesma, partículas estranhas antes da linfa retornar ao sistema circulatório sanguíneo. Já que os linfonodos são encontrados em todo o organismo, a linfa passa por pelo menos um linfonodo, antes de retornar ao sangue.

Entre estas partículas estranhas  que o linfonodo é responsável por remover, encontram-se células neoplásicas e agentes patogênicos (como vírus e bactérias). Quando estas invadem o linfonodo, inicia-se um mecanismo de defesa, impedindo que a partícula estranha continue seu trajeto. Para que a defesa seja incrementada, ocorre liberação de substâncias quimiotáxicas, responsáveis por atrair linfócitos e macrófagos para o local em questão, resultando em um gânglio linfático infartado e doloroso (linfonodomegalia).

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Linfonodo
Histologia Básica – Luiz C. Junqueira e José Carneiro. Editora Guanabara Koogan S.A. (10° Ed), 2004.