Septicemia

Mestre em Pesquisa Clínica em Doenças Infecciosas (FIOCRUZ, 2011)
Graduada em Biologia (UGF-RJ, 1993)

Bactérias, fungos e vírus podem invadir o corpo e causar infecção em determinadas partes. Quando a infecção foge ao controle e os agentes patogênicos se disseminam para todo o corpo pela corrente sanguínea, dizemos que está ocorrendo septicemia ou sepse, que pode levar à morte. As toxinas liberadas pelos micro-organismos estimulam as células do corpo a produzir substâncias que desencadeiam a inflamação. Essas substâncias são as citocinas. A sepse é mais comum em recém-nascidos e idosos, pois eles possuem o sistema imunológico mais frágil. Indivíduos tenham sofrido queimaduras graves ou que fazem uso de sonda vesical, tem maiores probabilidades de adquirirem sepse. A sepse grave é aquela que causa o mau funcionamento de órgãos e faz com que o fluxo sanguíneo fique inadequado para algumas partes do corpo.

Sintomas

Os sintomas dependem da gravidade da infecção. Se por um lado os sintomas podem demorar a se manifestar, por outro podem ser rápidos e levar o paciente ao coma em poucas horas. Os principais sintomas são: febre alta, fraqueza, enjoos, vômitos, diarreia, tremores, arrepios, taquicardia, frequência cardíaca alta, calafrios, alteração do nível de consciência, convulsões, alterações da circulação periférica, manifestações cutâneas, diminuição da quantidade de urina e hipoglicemia (nível baixo de açúcar no sangue). Se o paciente estiver com alguma infecção e esses sintomas surgirem, é recomendado se dirigir ao médico para se confirmar se é ou não sepse e iniciar o tratamento. Quanto mais cedo o tratamento for iniciado, maiores serão as chances de sucesso, evitando a falência dos órgãos internos, coma e consequente morte.

Diagnóstico

Raios x e tomografia são utilizados para o diagnóstico inicial. Punção lombar e a análise de sangue e urina complementam o diagnóstico. Culturas do sangue e da urina são utilizadas para se identificar o micro-organismo e facilitar o tratamento. Exames de sangue periódicos são realizados para acompanhar a evolução da infecção.

Tratamento

O tratamento deve ser realizado no hospital (normalmente em UTI – Unidade de Terapia Intensiva), para receber antibióticos diretamente na veia. Vasopressores são utilizados para aumentar a pressão arterial e a insulina é ministrada para restaurar os níveis normais de glicemia. Pode ser administrado oxigênio para ajudar na respiração. O tempo médio de internação é de 10 dias, mas esse tempo pode variar dependendo da gravidade da infecção.

Prevenção

A melhor forma de se prevenir da sepse é combater qualquer infecção que apareça. Outra medida de prevenção é a vacinação das crianças para evitar infecções.

Bibliografia:

https://www.tuasaude.com/septicemia/

http://www.abc.med.br/p/sinais.-sintomas-e-doencas/300455/septicemia+o+que+e+como+evolui.htm

http://pt.healthline.com/health/septicemia-0

http://www.merckmanuals.com/pt-us/casa/infec%C3%A7%C3%B5es/bacteremia,-sepse-e-choque-s%C3%A9ptico/sepse,-sepse-grave-e-choque-s%C3%A9ptico

AVISO LEGAL: As informações disponibilizadas nesta página devem apenas ser utilizadas para fins informacionais, não podendo, jamais, serem utilizadas em substituição a um diagnóstico médico por um profissional habilitado. Os autores deste site se eximem de qualquer responsabilidade legal advinda da má utilização das informações aqui publicadas.
Arquivado em: Doenças