Timoma

Por Débora Carvalho Meldau
Timoma é um tumor não muito frequente e de crescimento lento, localizado no timo, considerado raro, embora tenha sido referido como o tumor mais comum do mediastino anterior.

Ocorre mais comumente dentro da 5° e 6° década de vida, surge entre o esterno e o coração e são descritos dois tipos: não invasivo e encapsulado (benigno, sendo cerca de 2/3 dos casos); invasivo. Nesse último caso, as estruturas que poderão ser acometidas são: a pleura, os pulmões, o pericárdio e os grandes vasos presentes no tórax. Além de espalhar-se pelo mediastino, pode alcançar outras regiões do corpo, disseminando como metástases, embora isso não seja frequente nesse tipo de tumor.

A ausência de sintomas quando encontra-se uma lesão no mediastino, sugere que a neoplasia seja benigna. Já a presença de sintomas sugere malignidade. Todavia, 2/3 de pacientes com timoma não sentem nenhuma alteração no momento do diagnóstico.

As manifestações clínicas apresentadas pelos pacientes podem ser inespecíficas, como tosse, dispnéia, dor torácica, perda de peso e queda do estado geral. Cerca de 1/3 dos pacientes com timoma poderão apresentar uma síndrome paraneoplásica (fenômeno que pode acompanhar um tumor), denominada miastenia gravis. Estas pessoas apresentam fraqueza muscular que aumentam com a realização de atividades repetitivas.

O diagnóstico é feito por meio de exames de imagem, como uma radiografia torácica, que detecta mais de 90% dos timomas. Para coletar maiores informações, o médico poderá solicitar uma tomografia computadorizada do tórax. No entanto, o diagnóstico definitivo só é feito após a retirada e análise de um médico patologista.

O tratamento, mesmo para os tumores extensos, é cirúrgico. Normalmente, após a cirurgia é feita a radioterapia. De maneira geral, este tio de tumor apresenta bom prognóstico, em outras palavras, as chances de cura são elevadas e, mesmo quando ocorrem recorrências da doença, estas são potencialmente curáveis. Quando se trata de tumores inoperáveis, recorrentes ou metastáticos, geralmente, se obtém boa resposta com a quimioterapia.

Fontes:
http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?412
http://www.scielo.br/pdf/jpneu/v27n6/a01v27n6.pdf
http://www.rbccv.org.br/detalhe_artigo.asp?id=464
http://www.tuasaude.com/timoma/

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