Coevolução

Por Fabiana Santos Gonçalves
O termo coevolução significa uma resposta evolutiva recíproca entre populações, segundo Ricklefs. Quando essas duas populações estão interagindo, com o passar do tempo elas vão evoluindo em resposta às características da outra que afetam o seu ajustamento evolutivo, também segundo Ricklefs.

Os indivíduos podem atuar como forças seletivas sobre a evolução de plantas e animais que lhes servem de hospedeiros. Não há conflitos entre mutualistas, ambos se beneficiam da relação. O que não acontece entre os parasitas.

Os hospedeiros serão beneficiados se desenvolverem uma resistência aos parasitas, e os parasitas se beneficiam se conseguirem burlar o sistema de defesa do hospedeiro e adquirir resistência, e isso leva os parasitas e patógenos a um alto grau de especialização, tornando a relação parasita/hospedeiro altamente precisa.

Algumas espécies, por exemplo, podem apresentar um alto grau de variação genética. O vírus causador da gripe pode desenvolver uma cepa com um grau de virulência.

A relação de plantas com seus parasitos pode ser utilizar diversos mecanismos para evitar de serem comidas ou parasitas.

Sendo assim, a especialização e evolução de um organismo pode influenciar a evolução das espécies com as quais interage. Mas isso pode ficar restrito entre duas espécies que interagem reciprocamente.

A coevolução entre plantas e seus parasitas e patógenos pode ser determinada geneticamente. Para cada gene de resistência no hospedeiro existe um gene corresponde no invasor determinando a patogenicidade.
Essas relações controladas gene a gene podem ser encontradas em vários sistemas naturais.