Bário

Graduação em Química (Centro Universitário Franciscano, UNIFRA, 2014)

O bário, de símbolo Ba, é um elemento metálico que pertence ao grupo 2, o dos metais alcalinos terrosos ou terras raras. Seu nome deriva do grego “barys” e quer dizer “pesado”. Este elemento possui número atômico 56 e número de massa 137,33. Possui a distribuição eletrônica abaixo e a partir dela podemos perceber que ele tem uma eletrosfera com seis camadas ocupadas por elétrons:

1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 3d10 4s2 4p6 4d10 5s2 5p6 6s2

Bário. Foto: Matthias Zepper [Public domain], via Wikimedia Commons

Bário. Foto: Matthias Zepper [Public domain], via Wikimedia Commons

As principais características do bário são: é sólido na temperatura ambiente, possui coloração branco-prateada, é macio, possui alta tendência a se oxidar e possui altos pontos de fusão e ebulição (1000,0 K e 2143,0 K respectivamente).

Foi descoberto e isolado por volta dos anos 1800 pelo químico inglês Humphry Davy através do processo de eletrólise do sulfato de bário (BaSO4), processo esse que ele mesmo havia desenvolvido pouco tempo antes e já aplicado em outros sais que continham metais. Hoje em dia sua obtenção geralmente se dá através da eletrólise do cloreto de bário (BaCl2) e não do sulfato.

Este metal-alcalino pode ser encontrado apenas em reservas minerais, porém não na forma livre devido ao seu alto poder de oxidação, e por este fato ele deve ser conservado imerso em querosene por exemplo. É extraído da barita ou baritina que é o sulfato de bário cristalizado ou do carbonato de bário (BaCO3), pela redução do óxido de bário com silício ou comercialmente pela eletrólise do cloreto de bário conforme foi citado anteriormente.

Seus principais compostos são: o peróxido, o clorato, o nitrato, o carbonato, o sulfato e o cloreto.

Possui alto risco toxicológico e seus compostos quando solubilizados em água são venenosos. Suas aplicações são inúmeras, confira abaixo a lista com algumas delas:

  • Em substâncias utilizadas para a perfuração de poços de petróleo;
  • Na indústria seringueira (da borracha);
  • Em fogos de artifício para atribuir a coloração verde;
  • Na fabricação de vidros;
  • Na fabricação de tintas e pigmentos;
  • Como substância contrastante em exames de raio x e cintilografia;
  • Em venenos para roedores;
  • Na composição de baterias;
  • Como agente de secagem;
  • Na confecção de tubos de vácuo;
  • Na composição de lâmpadas fluorescentes;
  • Na indústria papeleira, entre outros.

Referências:
http://www2.fc.unesp.br/lvq/LVQ_tabela/056_bario.html

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