Bário

Por Lilian Souza Pereira
O Bário (Ba) é um elemento químico da segunda família da tabela periódica. Está inserido entre os metais alcalinos terrosos e seu número atômico é 56.

Bário. Foto: Matthias Zepper [Public domain], via Wikimedia Commons

Bário. Foto: Matthias Zepper [Public domain], via Wikimedia Commons

O bário recebeu seu nome da palavra grega “barys”, que significa "pesado" e foi descoberto em 1774 por Carl Scheele em meio à pedra de Bolonha (baritina). O nome bário lhe foi atribuído em razão de sua alta densidade.

O elemento bário foi isolado apenas em 1808 na Inglaterra através da eletrólise do cloreto de bário.

O bário é semelhante em aparência ao Cálcio e possui um aspecto fluorescente quando em contato com combustíveis, sendo altamente oxidável em contato com o ar e inflamável quando dividido. Em razão disso, seu armazenamento é realizado em hidrocarbonetos sem oxigênio.

Possui diversos isótopos, mais de 16 deles, sendo que sete podem ser encontrados na natureza. Ocorre mais comumente como sulfato (baritina, BaSO4) e carbonato (witherita, BaCO3).

Suas principais propriedades são:

  • Massa específica do sólido: 3510 kg/m3
  • Ponto de fusão:              727 °C
  • Calor de fusão:              7,75 kJ/mol
  • Ponto de ebulição:              1870 °C
  • Calor de vaporização: 142 kJ/mol
  • Eletronegatividade:              0,89 Pauling
  • Estados de oxidação: 2
  • Resistividade elétrica: 35x10-8 Ω m
  • Condutividade térmica: 18,4 W/(m°C)
  • Calor específico: 205 J/(kg°C)
  • Coeficiente de expansão térmica: 2,06x10-5 (1/°C)
  • Módulo de elasticidade 13 GPa
  • Velocidade do som: 1620 m/s
  • Estrutura: cristalina cúbica de corpo centrado

O bário é tóxico para os humanos e animais. A maior parte de seus compostos é venenoso.
Na Bahia há a maior reserva de baritina do mundo, além disso, também está presente em Minas Gerais, Paraná e Paraíba.

Algumas de suas aplicações:

  • Barita (hidróxido de bário) é utilizada para perfuração de poços de petróleo e na fabricação de borracha.
  • Carbonato de bário é utilizado como venenos para ratos e para aumentar a refração e brilho de vidros.
  • Clorato de bário e nitrato de bário são utilizados para criar a cor verde em fogos de artifício.
  • A Liga de bário e níquel é utilizada nas velas e ignição de automóveis.
  • Óxido de bário é utilizado para revestir eletrodos de lâmpadas fluorescentes, em razão da grande emissão elétrons.
  • Peróxido de bário é utilizado em munições.
  • Sulfato de bário é utilizado em tintas, vidros e como substância de contraste em exames de raios X.

Os sais de bário são em sua maior parte insolúveis e tóxicos.

Os íons de bário são muito tóxicos e podem causar sérios problemas cardíacos como a fibrilação ventricular. Além disso, outros sintomas de envenenamento são a salivação excessiva, convulsões, tremores, taquicardia, hipertensão, hemorragias internas, paralisia de membros superiores e inferiores e morte.

Um exemplo de uma reação química envolvendo o cloreto de bário (BaCl2), com ácido sulfúrico (H2SO4) encontra-se abaixo:

BaCl2 + H2SO4 -> BaSO4 + 2 HCl

Os produtos são o sulfato de bário (BaSO4) e ácido clorídrico (HCl).

O cloreto de bário BaCl2, normalmente usado na metalurgia em ligas de aço, pode ser obtido através da reação entre hidróxido ou carbonato de bário e ácido clorídrico, reação que pode ser dividida em duas etapas:

BaSO4 + 4C → BaS + 4CO

Na segunda fase, adicionam-se reagentes e o Cloreto de Bário resultante pode ser retirado da mistura através da água:

BaS + CaCl2 → BaCl2 + CaS

O cloreto de bário também é extremamente tóxico e deve ser evitado o seu contato com mucosas, pele, assim como sua ingestão.

Foto: Matthias Zepper [Public domain], via Wikimedia Commons