Aldous Huxley

Por Caroline Faria
Em 26 de julho de 1894 nascia na cidade de Goldaming, na Inglaterra, um dos maiores escritores que o mundo já viu. Conhecido pelo seu conhecimento e erudição admiráveis, Huxley foi romancista, ensaísta filosófico e literário, poeta, teatrólogo e responsável por algumas das melhores obras da literatura de ficção.

Seu pai, Leonard Huxley, foi editor, poeta e escritor de biografias.

Vindo de uma família de cientistas, seu avô Thomas Huxley era zoólogo e médico e seu irmão Julian Huxley se tornou um renomado biólogo, Aldous Huxley começou a trabalhar com pesquisa científica até que uma doença nos olhos o acometeu aos dezesseis anos, dois anos após a morte de sua mãe, e o deixou totalmente cego por dezoito meses. Neste período Huxley aprendeu braile e deu continuidade aos estudos passando pelo Eton College, depois no Balliol College.

Impedido de prosseguir na carreira de cientista, porém tendo recuperado parcialmente a visão, Huxley começa a se dedicar a literatura e acaba se formando em Oxford, em Língua Inglesa em 1915.

Sua primeira publicação foi de um conjunto de poemas em 1916 chamado “The Burnning Wheel”, depois ainda publicaria mais poemas (entre eles “The Defeath of Youth and Other Poems” em 1918) até 1921 quando publicou seu primeiro romance: “Crome Yellow” (Cromo Amarelo), com uma combinação de cinismo, crítica social e um diálogo brilhante que o fizeram entrar para o rol dos mais famosos escritores da década de 20.

Em 1927 Huxley viaja para a Índia onde se impressiona com o misticismo oriental e publica mais um livro, intitulado “Point Counter Point”, traduzido para o português por Érico Veríssimo como “Contraponto” que causou grande impressão na época ao exprimir sua crença na impossibilidade do amor verdadeiro em um mundo dominado pelo materialismo.

Mas sua mais famosa obra seria lançada em 1932: “Admirável Mundo Novo” (Brave New World) foi um marco na literatura de ficção. Nesta obra Huxley trata de um mundo dominado por um regime totalitário, porém ele não acreditava que este domínio se daria pela violência. Isto, antes de haver o nazismo, Hitler, a II Guerra Mundial e as bombas atômicas. 25 anos depois ele publicou um ensaio chamado “Regresso ao Admirável Mundo Novo” onde faz uma análise do livro e diz estar convencido de que estamos bem mais perto do “Admirável Mundo Novo” do que ele previra em seu livro de 1932, mas ele ainda estava convicto de que a dominação por um regime totalitário não se daria de forma violenta.

Em 1937, Huxley se muda para os EUA onde conhece Gerald Heard. De certa forma, este período marcou o fim de uma fase na carreira de Huxley que deixa de escrever sobre ficção e passa a se preocupar com a mente humana. É neste segundo período que publica obras como “Eminência Parda” (1941), “A Filosofia Perene” (1946) e “A Ilha” (em 1962).

Em 1954 Huxley publica “As Portas da Percepção” onde faz um relato sobre suas experiências com o uso da mescalina, também tratado em “Céu e Inferno” de 1956.

Aldous Huxley morreu em 22 de novembro de 1963, em Los Angeles por causa de um cancro na garganta, no mesmo dia em que John Kennedy foi assassinado.