José de Alencar

Ensino Superior em Comunicação (Universidade Metodista de São Paulo, 2010)

José Martiniano de Alencar foi escritor, dramaturgo, jornalista, advogado e também político. Brasileiro, sempre exaltava o sentimento patriótico em seus romances. Destacou-se por criar obras evidenciando o regionalismo e a corrente literária indianista.

José de Alencar nasceu no dia 1 de maio de 1829 em Messejana, no Ceará. Era filho ilegítimo do senador do império José Martiniano Pereira de Alencar e de sua prima em primeiro grau, Ana Josefina de Alencar. No ano de 1838 a família mudou-se para o Rio de Janeiro, onde José ingressou no Colégio de Instrução Elementar. Quando completou 14 anos, foi encaminhado completar seus estudos em São Paulo. Após a conclusão, ingressou na conceituada Faculdade de Direito do Largo de São Francisco.

Foto de José de Alencar.

José de Alencar, 1870. Foto: Alberto Henschel

Seu primeiro romance foi escrito em 1847 e intitulado “Os Contrabandistas”. Em 1850 se formou advogado, mas pouco exerceria essa profissão. Estreou como folhetinista no “Correio Mercantil” em 1854, escrevendo sobre acontecimentos sociais, lançamentos literários, peças em cartaz e também fatos do cenário político. Tornou-se redator chefe do “Diário do Rio de Janeiro” em 1856, onde publicou seu romance de grande sucesso, “O Guarani” no dia 1 de janeiro de 1857. Publicado como folhetim, o conteúdo agradou o público e a crítica, sendo rapidamente editado como livro. Sua literatura trazia uma novidade na criação das histórias: uma maneira de pensar e sentir tipicamente brasileira.

O escritor construía os romances misturando índios, mitos, lendas, tradições e festas religiosas regionais.

No ano de 1858 se desligou do jornalismo e foi nomeado como Chefe da Secretaria do Ministério da Justiça, aonde chegou à Consultoria. Recebeu o título de Conselheiro e nesse período lecionou Direito Mercantil.

Ingressou no meio político em 1860, quando foi eleito como deputado no Ceará pelo partido Conservador.

Posteriormente foi reeleito em quatro legislaturas. Em 1868 tornou-se Ministro da Justiça exercendo a função até 1870.

Em 1872 nasce seu filho, Mário de Alencar. Conforme rumores da época, a paternidade verdadeira poderia ser atribuída ao escritor Machado de Assis, fato que poderia justificar o enredo principal do romance Dom Casmurro. Os boatos sobre o assunto nunca foram confirmados.

Em 1877 José de Alencar contraiu tuberculose, viajando para Europa em busca de tratamento médico. Sem conseguir bons resultados, retornou ao Brasil e faleceu dia 12 de dezembro de 1877 no Rio de Janeiro.

O romance "O Guarani" serviu de inspiração ao músico Carlos Gomes que compôs a ópera de mesmo título.

José de Alencar foi escolhido por Machado de Assis para ser o Patrono da cadeira número 23 da Academia Brasileira de Letras.

Algumas obras:

  • Cinco Minutos, 1856
  • Cartas Sobre a Confederação dos Tamoios, 1856
  • O Guarani, 1857
  • Verso e Reverso, 1857
  • A Viuvinha, 1860
  • Lucíola, 1862
  • As Minas de Prata, 1862-1864-1865
  • Diva, 1864
  • Iracema, 1865
  • Cartas de Erasmo, 1865
  • O Juízo de Deus, 1867
  • O Gaúcho, 1870
  • A Pata da Gazela, 1870
  • O Tronco do Ipê, 1871
  • Sonhos d'Ouro, 1872
  • Til, 1872
  • Alfarrábios, 1873
  • A Guerra dos Mascate, 1873-1874
  • Ao Correr da Pena, 1874
  • Senhora, 1875
  • O Sertanejo, 1875

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