Despotismo

Por Antonio Gasparetto Junior
Despotismo é o governo concentrado apenas em um governante.

O Despotismo constitui uma das formas mais autoritárias de se governar um Estado ou uma nação. É uma categoria de governo que se assemelha à ditadura ou à tirania, mas o governante não precisa se esforçar para sobrepor-se ao povo, pois o povo é vetado para se expressar, não sabe o que fazer e, principalmente, é tratado como escravo. Assim, há o governo sem leis e regras de um único indivíduo no despotismo, no qual tudo depende de suas vontades.

Por outro lado, o Despotismo é a forma mais simples de governo, já que é baseado na premissa de que o poder detém a razão. Em uma sociedade que vive sob essa condição, o poder está em quem controla as forças armadas e possui nelas a capacidade de manter a ordem. Só que esta ordem é atrelada à opressão, fazendo com que o poder aumente com o aumento do número de tropas comandadas. Logo, a força do regime está no isolamento dos homens, garantindo sua longevidade.

O Despotismo, todavia, enfrenta dificuldades para enfrentar seus opositores em algumas situações. Claro que esses indivíduos são perseguidos e silenciados pelo regime, mas, se o território do governo déspota crescer demais, o regime tem dificuldades para combater o desvio de dinheiro no interior do governo e as rebeliões. Situações como essas aumentam as dificuldades dos déspotas em estabelecer um regime despótico, refletindo na necessidade de um golpe de estado.

Essa forma de governo já existia antes dos gregos como um governo patriarcal de autoridade pessoal e arbitrária. Só que na História Antiga o poder do déspota aumentou com o aumento da população, criando uma rede através de casamentos e conquistas militares que auxiliavam no exercício do poder de um indivíduo. Os déspotas estiveram presentes também na Grécia e em Roma. Daí em diante, assim passou a ser designado o governante que geria seu território de forma opressora e arbitrária. Muitos desses indivíduos, inclusive, chegaram ao poder através da própria democracia, convertendo-se posteriormente em um governo autoritário e opressor, ou seja, no mesmo sentido de um ditador. Mas durante o Século das Luzes, surgiu uma ramificação do Despotismo que considerava elementos iluministas ao lado de posturas absolutistas em sua constituição. Os indivíduos que apresentaram esse caráter foram chamados de Déspotas Esclarecidos. No Brasil, inclusive, um deles teve notória presença e atuação, como foi o caso do Marquês de Pombal. Já entre os déspotas no sentido tradicional são mundialmente conhecidos os exemplos de Napoleão, Mussolini, Hitler, Stalin, Péron, Fidel Castro, Pinochet e Sadam Hussein. Já na fase republicana, o Brasil conviveu com dois governos despóticos, o do Marechal Floriano Peixoto e do ditador Getúlio Vargas.

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