Camada de Ozônio

Por Caroline Faria
Chamamos de “camada de ozônio” a uma porção da atmosfera terrestre onde a concentração do gás ozônio (O3) é maior do que nas outras camadas. Esta camada fica na estratosfera e está à cerca de 30 km de altura, nível onde o ozônio atinge sua concentração máxima.

O ozônio é um gás instável, formado por três átomos de oxigênio (forma alotrópica do oxigênio). É um agente oxidante extremamente poderoso, adquirindo características tóxicas em altas concentrações e nas camadas mais baixas da atmosfera. Na temperatura ambiente ele possui uma cor azul-pálida e em estado líquido possui características explosivas.

O ozônio é produzido na própria estratosfera através de uma reação fotoquímica onde a radiação ultravioleta decompõe o oxigênio em sua forma atômica. O oxigênio atômico logo em seguida, pela ação de um catalisador (), se une a uma molécula de oxigênio originando o ozônio que então sobe pára camadas mais altas e sofre novamente a ação dos raios UV que decompõem a molécula de ozônio em uma reação de destruição e criação constante e equilibrada.

A camada de ozônio formou-se há aproximadamente 400 milhões de anos e de lá até hoje mantém praticamente a mesma espessura, com exceção da região do chamado “buraco na camada de ozônio”. Foi a camada de ozônio que permitiu o surgimento da vida sobre a terra ao refletir a maior parte dos raios ultravioletas. Sem o ozônio o mundo seria um lugar extremamente quente, praticamente inabitável. Por isso a destruição da camada de ozônio é algo tão preocupante.

Elementos como o cloro, bromo, hidrogênio e carbono, ao atingir a camada de ozônio reagem com o oxigênio livre resultante da decomposição do ozônio impedindo que ele reaja novamente com a molécula de oxigênio. Esses elementos atingem a camada de ozônio na forma de moléculas como o CFC, BrFC ou outras moléculas bastante estáveis que passam pelas camadas da atmosfera sem reagir e se acumulam na camada de ozônio onde, por ação dos raios UVB, são enfim decompostos em seus átomos constituintes.

A questão é que quanto mais substâncias deste tipo foram lançadas na atmosfera mais rapidamente a camada de ozônio vai perdendo sua capacidade de se regenerar e o buraco na camada de ozônio tende a aumentar tornando incerto o futuro do planeta.