Dunas

Por Caroline Faria
As dunas são pequenas elevações arenosas que se formam em locais onde o mar traz mais areia para a praia do que consegue levar de volta e que apresentam algumas características que favorecem o acúmulo da areia como: ventos constantes que sopram em uma direção predominante, baixa pluviosidade e uma área bastante extensa onde a areia possa se acumular.

Dunas. Foto: Rob Noble [CC-BY-SA 2.0] / via Geograph.org.uk

Dunas. Foto: Rob Noble [CC-BY-SA 2.0] / via Geograph.org.uk

Segundo a legislação brasileira as dunas são consideradas áreas de preservação permanente (APP) e têm sua preservação garantida por lei pelo fato de constituírem um ecossistema com características próprias e bastante diferenciadas como fauna e flora adaptadas para sobreviver em regiões mais secas e quentes e, em alguns casos, de mudanças constantes.

As dunas podem ainda ser classificadas em dois tipos de acordo com sua mobilidade em: dunas estáveis, estacionárias ou fixas, quando a vegetação, principalmente, ou outro fator impede que o vento transfira as dunas de lugar; e as dunas móveis, ou migratórias, quando a ausência de uma barreira faz com que o vento “carregue” as dunas. É o que acontece com as dunas de Peró, em Cabo Frio (RJ) que já avançaram cerca de 130 metros em 40 anos e estão sempre mudando de lugar por causa da ação dos ventos.

No Rio Grande do Sul encontramos um dos maiores sistemas contínuos de dunas costeiras em todo o mundo. Já a duna mais alta do mundo, com 2.708 metros acima do nível do mar, é a “Cerro Blanco” no Vale de Nazca, Peru.

Em locais onde a movimentação das dunas se dá de forma danosa – quando a movimentação natural é acelerada pela degradação da vegetação, ou quando de alguma forma a movimentação pode significar riscos ambientais e ou sociais, costumam ser feitos “quebra ventos” naturais através do plantio de espécies vegetais em locais estratégicos das dunas que, através das raízes e da ação de bloqueio dos ventos impedem que a areia seja levada de um lugar a outro.