Energia eólica

Mestre em Ecologia e Manejo de Recursos Naturais (UFAC, 2015)
Graduada em Ciências Biológicas (UFAC, 2011)

Energia eólica é a energia proveniente da força dos ventos, por isso é considerada como uma das formas em que se manifesta a energia do sol, pois o vento é o movimento do ar em decorrência do aquecimento irregular da atmosfera pela radiação solar. Essa energia contida no vento pode ser usada para a geração de eletricidade. É uma energia limpa e renovável, por isso é cada vez mais utilizada em todo o mundo.

Usinas de Energia Eólica. Foto: Walter Caterina / Shutterstock.com

A transformação da energia dos ventos em energia elétrica é realizada através de um equipamento chamado de aerogerador (ou turbina eólica). Os aerogeradores apresentam hélices que se movimentam com a força dos ventos. Inicialmente a energia cinética do vento é transformada em energia mecânica e em seguida em energia elétrica. Geralmente um sistema eólico pode ser utilizado em três aplicações distintas:

  • Sistemas isolados: são de pequeno porte, utilizados para abastecer certas regiões nas quais não é viável fazer uma extensão da rede elétrica;
  •  Sistemas híbridos: utilizam mais de uma fonte para a geração de energia, por exemplo, pode ser composto por turbinas eólicas e painéis fotovoltaicos, entre outras fontes. São utilizados para atender uma maior quantidade de usuários;
  •  Sistemas interligados à rede: utilizam um grande número de aerogeradores, como nos parques eólicos. Toda a energia produzida é entregue diretamente à rede elétrica.

A utilização de energia eólica na geração de eletricidade depende principalmente da velocidade do vento. Um sistema eólico tem seu rendimento máximo em uma determinada velocidade do vento e pequenas alterações nessa velocidade podem gerar grandes mudanças no desempenho econômico de um parque eólico. Por isso, informações detalhadas sobre a velocidade e direção do vento são fundamentais para a instalação de um sistema eólico. A partir dessas informações é possível determinar o tipo de aerogerador que será utilizado e o melhor local para sua instalação.

Os países líderes na utilização de energia eólica são China, Estados Unidos e Alemanha. O Brasil apresenta um elevado potencial eólico, principalmente nas regiões Nordeste, Sul e Sudeste do país. O aproveitamento deste potencial ainda é reduzido, mas nos últimos anos a participação da energia eólica no setor elétrico brasileiro tem apresentado um rápido crescimento, principalmente após a criação do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa), que ocorreu em 2002.

Turbinas eólicas. Foto: Sergiy1975 / Shutterstock.com

Entre os benefícios da geração eólica estão a não emissão de dióxido de carbono na atmosfera, redução da dependência de combustíveis fósseis, melhoria da economia local, geração de empregos e diversificação da matriz energética. No Brasil a energia eólica representa uma importante fonte de complementação à energia hidrelétrica, da qual o país é fortemente dependente.

Apesar de ser considerada uma fonte de energia limpa e renovável, a energia eólica apresenta alguns impactos negativos, como a poluição sonora e a visual. O ruído proveniente do funcionamento dos aerogeradores pode ser perturbador para a população local, mas nos últimos anos o desenvolvimento tecnológico permitiu uma significativa redução desse ruído. Os parques eólicos geralmente são instalados em áreas livres para o melhor aproveitamento dos ventos, por isso ficam muito visíveis, alterando a paisagem. Muitas pessoas reagem negativamente à nova paisagem. Impactos sobre a fauna também devem ser considerados, como a colisão de aves e morcegos com os aerogeradores e a perda de habitat. Para reduzir esses impactos, as áreas onde serão instalados os parques eólicos devem ser profundamente estudadas.

Referências:

Melo, E. Fonte eólica de energia: aspectos de inserção, tecnologia e competitividade. Estudos avançados, 27: 77, 2013.

Picolo, A. P., Ruhler, A. J. & Rampinelli, G. A. Uma abordagem sobre a energia eólica como alternativa de ensino de tópicos de física clássica. Revista Brasileira de Ensino de Física, 36:4, 2014.