Ilha de Marajó

Por Emerson Santiago
É chamada de ilha de Marajó a ilha localizada na região norte do Brasil entre os estados do Pará e do Amapá e banhada pelo oceano Atlântico, além dos rios Amazonas e Tocantins. A teoria mais aceita sobre a origem do nome Marajó faz menção às observações dos índios nativos da ilha, que a denominaram de “Mibaraió”, e que em língua tupi significa “anteparo do mar” ou “tapamar”. Com uma área de 40.100 km², Marajó é considerada a maior ilha fluviomarinha do mundo (ou seja, ela é cercada por rios de um lado, e por mar do outro), e maior que muitos países independentes, como por exemplo a Bélgica, que possui 30.528 km². Contando com uma população total de cerca de 250.000 habitantes, sua área está dividida atualmente em 15 municípios, sendo que o principal destes é Soure, com 22 mil habitantes, seguida de Salvaterra com 17 mil habitantes.

A ilha destaca-se pela sua paisagem diferenciada, mesmo dentro da região amazônica, e é marcada por praias desertas de água salobra, igarapés e búfalos por toda a parte. Originário da Ásia, o búfalo chegou por volta de 1890, e se multiplicou rapidamente, a partir de importação de exemplares da raça carabau, originária das Filipinas. Gradualmente estes se tornaram símbolos da ilha, sendo vistos em grandes manadas nas extensas planícies ou dispersos nas modestas áreas urbanas, onde são usados como táxi e montaria para a polícia. É em Marajó que se encontra o maior rebanho do animal no Brasil, com cerca de 700 mil cabeças, cerca de três vezes a população de todos os seus municípios.

Além da criação de búfalos, a economia da ilha também se apoia na pesca, extração de madeira, açaí e borracha, além de um ainda incipiente turismo. O clima é marcado por chuvas constantes, e devido ao imenso volume, todo o seu terreno permanece alagado. Grande variedade de peixes e pássaros se fazem presentes no seu ecossistema, com destaque para o guará, uma ave típica de penas vermelhas. Em determinada época do ano é possível observar em seu litoral o fenômeno da "pororoca", que é o encontro das águas fluviais e marítimas.

Marajó foi habitada antes da chegada dos portugueses por nações indígenas com sociedades bem avançadas, de cultura comparada à pré-colombiana, e que produziram uma arte de considerável beleza plástica e certo renome, a chamada arte marajoara. Acredita-se que a ilha de Marajó foi explorada pelo navegador lusitano Duarte Pacheco Pereira em 1498, antes mesmo do resto do Brasil. Por pensar estar pisando em território espanhol, sua exploração teria permanecido em segredo. Os indígenas locais a chamavam Marinatambal, mas já estava desocupada ao tempo da exploração europeia. No período colonial passa a ser denominada ilha Grande de Joannes, para receber seu atual nome à época da independência, no século XIX.

Bibliografia:
Ilha de Marajó.Disponível em: <http://www.feriasbrasil.com.br/pa/ilhademarajo/> Acesso em: 03 jun. 2012.
Ilha de Marajó - PA. Disponível em: <http://ecoviagem.uol.com.br/brasil/para/parque-nacional/ilha-de-marajo/> Acesso em: 04 jun. 2012.
Ilha de Marajó. Disponível em: <http://viagem.uol.com.br/guia/cidade/ilha-de-marajo.jhtm> Acesso em: 04 jun. 2012.
Mapa: http://dariopedrosa.com/?page_id=3593