Âmbar

Por Ana Lucia Santana
O âmbar é uma substância que, desde tempos ancestrais, fascina o Homem, levando-o a produzir joias e pequenas estátuas. Ele provém dos arbustos de outrora, que se erguiam sobre o solo há milhões de anos atrás e elaboravam uma matéria viscosa conhecida como resina. Eram pinheiros de regiões de climas temperados e leguminosas de campos tropicais.

Este elemento tinha uma utilidade, a de evitar a invasão de bactérias e insetos na madeira destas árvores. Aos poucos a resina teve os líquidos e o ar que a compunham eliminados, o que provocou um processo denominado polimerização em seu material orgânico; desta forma ela se tornou mais rija e se converteu no que hoje é considerada a substância mineral, mas não cristalina, conhecida como âmbar.

Atualmente a coloração laranja-amarelada é denominada igualmente âmbar como um empréstimo da tonalidade desta gema orgânica. Ela é muito usada em gelatinas que compõem o mecanismo de iluminação das televisões e das telas de cinema, justamente porque tem a propriedade de reduzir a força da luz sem modificar em alto grau a sua temperatura. Hoje se vê também a presença desta cor nos óculos 3D.

Este material sempre esteve envolvido com crenças mágicas. Muitos preservavam a crença em seu dom medicinal, utilizando o âmbar em pó misturado com mel para combater a asma, a gota e inclusive a peste negra. Assim, ele atuava também na esfera mística, na luta contra o Mal, daí sua presença em talismãs e terços; e também nos incensos, para espantar os espíritos negativos.

Os cientistas cultivam igualmente um interesse maior pelo âmbar, especialmente geólogos e paleontólogos, que o vêem como um significativo índice da vida no período pré-histórico, pois em algumas destas resinas fósseis estão incrustados insetos, lagartos, folhagens e flores que aí permanecem imobilizados há milhões de anos, e que se tornaram alvo de estudo dos biólogos. Já os arqueólogos investigam os caminhos ancestrais percorridos pelas transações comerciais desta substância, enquanto os pesquisadores da ciência genética privilegiam a pesquisa do DNA dos organismos aí presentes, tentando com estas pequenas peças montar o quebra-cabeça da existência na Terra.

O âmbar tem qualidades elétricas, atuando muitas vezes como um imã, contando assim com um poder de atração magnética, daí este termo provir do grego ‘elektron’, que deu origem igualmente à expressão eletricidade. O Mar Báltico abriga, desde a era pré-histórica, a maior quantidade de âmbar. Ele é sempre associado aos seres que viveram na Idade da Pedra, apesar de não se saber muito sobre seus primórdios.

Para se ter uma ideia, artefatos de procedência báltica foram descobertos em criptas egípcias de 3200 a.C. Hoje se sabe igualmente que a via comercial deste material foi um monopólio dos vikings de 800 até 1000 de nossa era. A Escandinávia continua a exercer preponderância no intercâmbio comercial do âmbar, sendo seu maior exportador.

O âmbar é configurado por elementos de diferente natureza, ou seja, por vários elementos de resina que podem ser mais ou menos dissolvidos no álcool, no éter e no clorofórmio, em conjunto com uma matéria não solúvel, conhecida como betuminosa.

Fontes:
http://www.editorasaraiva.com.br/eddid/ciencias/biblioteca/artigos/ambar.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Âmbar