Academia Imperial de Belas Artes

Por Fernando Rebouças
A Academia Imperial de Belas Artes, historicamente, refere-se à atual Escola de Belas Artes pertencente à Universidade Federal do Rio de Janeiro. A Academia foi fundada por Dom João VI de Portugal, em 12 de agosto de 1816.

Foto: Marc Ferrez

Foto: Marc Ferrez

A fundação ocorreu sob influência do conde da Barca, Antônio de Araújo e Azevedo.  Depois da Independência do Brasil, a escola foi definitivamente instalada na Travessa do Sacramento, atual Avenida Passos, no centro do Rio, em 5 de novembro de 1826.

Recebeu esforços de mestres franceses que desenvolveram o talento de diversos artistas brasileiros como Araújo Porto-Alegre, Honório Esteves, Augusto Müller, Corte Real, Gonçalves Vilela, entre outros.

A Exposição da Classe de Pintura Histórica, inaugurada em 1829, foi a primeira do Brasil, e instalada na Academia. A exposição foi determinada pelo Imperador em 26 de novembro de 1828, através de um Aviso Ministerial.

Na exposição foram apresentadas obras de Debret, Montigny e de diversos discípulos. A exposição teve público de duas mil pessoas, gerando um catálogo da mostra. A segunda exposição ocorreu em 1930,  graças aos esforços de Debret e de Araújo Porto-Alegre, tendo 64 trabalhos expostos.

No Segundo Reinado (1850-1889), a academia ajudou a elaborar a identidade nacional através da pintura histórica, através de pinturas monumentais compostos por elementos idealizados e heróicos. Dentre essas obras destacam-se “A primeira missa no Brasil”, de Victor Meirelles; e “O desembarque de Cabral em Porto Seguro”, de Oscar Pereira da Silva.

O edifício onde estava localizado a escola foi demolido em 1938, sobrando apenas a fachada do prédio.

Fontes:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Academia_Imperial_de_Belas_Artes