Por Thyago Ribeiro |
Artur Bernardes recebeu um país em crise, ameaçado pelas constantes rebeliões, em virtude das agitações militares e pelos primeiros efeitos da crise econômica aberta com o fim da Grande Guerra. Assim sendo, seu governo ficou marcado pela decretação e pela constante renovação do estado de sítio.
Em São Paulo os tenentes se sublevaram na Revolução de 1924, sob o comando de Isidoro Dias Lopes e dos irmãos Juarez e Joaquim Távora, chegando a ocupar a capital do estado. No Rio Grande do Sul, a partir de 1924 a Coluna Prestes iniciou uma longa marcha pelo interior do país, que duraria até 1927, em permanente luta contra as forças leais ao governo.
Antes desses levantes no Rio Grande do Sul os antigos maragatos, agora organizados no partido liberador e chefiados por Assis Brasil, revoltaram-se contra a quinta reeleição de Borges de Medeiros para o governo estadual. A ampliação do conflito foi impedida com a mediação do general Setembrino de Carvalho. Em 1923, foi firmado o Acordo de pedras Altas, permitindo a reforma da Constituição gaucha, da qual era suprimida a reeleição do chefe do executivo.
Em 1926 foi aprovada uma importante reforma que foi a reforma da Constituição Federal, estabelecendo a limitação do habeas corpus, o veto parcial do presidente a ampliando os limites de intervenção nos Estados, fortalecendo assim, o poder do Executivo Federal. Com relação á economia, transferiu o problema do café para os estados, criando, por exemplo, o Instituto do Café do Estado de São Paulo.
Artur Bernardes nasceu em 08 de agosto de 1875, governou a República velha de 1922 ate 1926, tendo como vice-presidente Estácio de Albuquerque Coimbra substituindo Urbano Santos da Costa Araujo que faleceu em 1922. Artur Bernardes faleceu em 23 de março de 1955.
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