Período Ordoviciano

Assim como o antecessor Período Cambriano, o Período Ordoviciano também é subdivido em três épocas distintas: Ordoviciana Inferior (mais antiga), Média e Superior (mais recente). O período data de 488 milhões de anos atrás até 443 milhões e trouxe grandes mudanças geológicas ao planeta devido ao surgimento de graptozoários planctônicos.

O termo Ordoviciano foi cunhado pela primeira vez pelo geólogo inglês Charles Lapworth em 1879 e foi caracterizado pelo aparecimento constante de terremotos nos continentes, deslocando os granitos e rochas como graptolitos. Com isso, áreas que estavam submersas começaram a emergir, principalmente as regiões da Europa, América, Oceania e norte da África.

Naquele tempo, o planeta tinha uma divisão continental similar ao Período Cambriano. O clima permanecia ameno no maior pedaço geográfico do globo, mas o continente de Gondwana, que compreendia o território da Antártica, estava começando a esfriar com a drenagem dos mares rasos.

Com o surgimento das primeiras geleiras, muitas criaturas foram extintas, pois não estavam acostumadas com a temperatura baixa. Estudiosos estimam que cerca de 60% do bioma tenha sido completamente extinto – 25% dele somente de animais marinhos invertebrados.

De fato, no Período Ordoviciano os animais invertebrados surgiram aos montes. Apareceram os primeiros escorpiões marinhos, moluscos cefalópodes (que pareciam lulas e polvos), trilobites, corais e peixes sem mandíbulas.

Na flora, prevaleciam os vegetais fixados à terra, como as primeiras algas marinhas nas regiões oceânicas.

Entretanto, no fim deste período da Era Paleozóica ocorreu uma transformação climática interglacial que exterminou massivamente alguns organismos. Estes biomas só se recuperariam no Período Siluriano, com a estabilização da temperatura.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ordoviciano
http://www.fgel.uerj.br/dgrg/webdgrg/Timescale/Ordoviciano.html
http://www.columbia.edu/itc/eeeb/baker/N0316/Lecture%205/page2.htm

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