Jorge Amado

Ensino Superior em Comunicação (Universidade Metodista de São Paulo, 2010)

Jorge Leal Amado de Faria foi um dos mais famosos escritores brasileiros da segunda geração do Modernismo. Com obras traduzidas para a maioria dos idiomas, recebeu vários prêmios e títulos honoríficos.

Nasceu em 10 de agosto de 1921 no município de Itabuna, na Bahia. Era filho de fazendeiros do cacau e foi enviado para estudar no Colégio Antônio Vieira, em Salvador. E foi em Salvador que passou sua adolescência de forma livre, convivendo com os mais variados tipos de pessoas e situações, fato que influenciaria a temática de suas obras.

Com 14 anos iniciou sua participação na vida literária, sendo um dos fundadores da "Academia dos Rebeldes".
A Academia tratava-se de um grupo de jovens que pregava uma arte moderna sem ser modernista, antevendo a ênfase social e realista que viria a surgir nos anos seguintes.

Em 1927, iniciou como repórter no "Diário da Bahia" e também escrevendo para a revista "A Luva". Com 19 anos e já residindo no Rio de Janeiro, publicou seu primeiro romance: "O País do Carnaval".

Ingressou na Faculdade de Direito do Rio de Janeiro e se formou advogado, mas nunca exerceu a profissão.
Estava em contato com nomes importantes da literatura como Gilberto Freyre, José Lins do Rego e Vinicius de Moraes.

Em 1933 lançou seu segundo livro: "Cacau".

Suas obras iniciais tinham cunho regionalista e de denúncia social, revelando o cotidiano de Salvador, como em "Mar Morto" de 1936. Essa abordagem também aparece em "Capitães da Areia", retratando a vida de menores delinquentes. Por seus relatos diretos e crus, o livro foi proibido na época pela censura do Estado Novo.

Em 1939 Jorge Amado foi redator chefe da revista carioca "Dom Casmurro" e em 1945 casou-se com a escritora Zélia Gattai, que passou a revisar suas obras e tirar fotografias de momentos importantes da vida do escritor.

Jorge Amado era politicamente comprometido com ideias socialistas e por este motivo foi preso duas vezes, em 1936 e 1937. Exilado, viveu na Argentina, França, República Checa e em outros países com democracias populares; retornando definitivamente para o Brasil em 1952.

Com o romance "Gabriela Cravo e Canela" lançado em 1958, recebeu os prêmios Jabuti e Machado de Assis.
Foi Membro da Academia Brasileira de Letras, sendo o quinto ocupante da cadeira número 23. Também foi membro correspondente da Academia de Ciências e Letras da República Democrática da Alemanha, da Academia das Ciências de Lisboa, da Academia Paulista de Letras e membro especial da Academia de Letras da Bahia.

Jorge Amado faleceu no dia 6 de agosto de 2001, com velório realizado no Palácio da Aclamação em Salvador. Foi cremado e suas cinzas depositadas ao pé de uma mangueira, na casa onde viveu durante anos na Bahia.

Algumas de suas obras foram adaptadas para a televisão, cinema e teatro. Ficaram conhecidas do grande público "Dona Flor e Seus Dois Maridos", "Gabriela Cravo e Canela", "Tenda dos Milagres" e "Tieta do Agreste".

Algumas obras:

  • O País do Carnaval, 1931
  • Cacau, 1933
  • Suor, 1934
  • Jubiabá, 1935
  • Mar Morto, 1936
  • Capitães da Areia, 1937
  • Terras do Sem-Fim, 1943
  • O Amor do Soldado, 1944
  • São Jorge dos Ilhéus, 1944
  • Bahia de Todos os Santos, 1944
  • Seara Vermelha, 1945
  • O Mundo da Paz, 1951
  • Os Subterrâneos da Liberdade, 1954
  • Gabriela Cravo e Canela, 1958
  • Os Velhos Marinheiros, 1961
  • Os Pastores da Noite, 1964
  • Dona Flor e Seus Dois Maridos, 1966
  • Tenda dos Milagres, 1969
  • Teresa Batista Cansada de Guerra, 1972
  • Tieta do Agreste, 1977
  • Farda Fardão Camisola de Dormir, 1979
  • O Menino Grapiúna, 1981
  • Tocaia Grande, 1984
  • O Sumiço da Santa: Uma História de Feitiçaria, 1988
  • Navegação de Cabotagem, 1992
  • A Descoberta da América pelos Turcos, 1994
  • O Milagre dos Pássaros, 1997

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