Displasia Coxofemoral em Cães

Por Débora Carvalho Meldau
A displasia coxofemoral é uma anormalidade das articulações coxofemorais, devido às alterações ósseas nas margens do acetábulo, na cabeça e colo do fêmur, gerando uma desarmonia ou instabilidade desta articulação. Afeta todas as raças, especialmente as de grande porte e crescimento acelerado, como por exemplo, Rottweillers, Pastores e Filas.

Esta doença hereditária, poligênica, de gene recessivo, portanto tanto o pai quanto a mãe, necessariamente, precisam ser portadores destes genes. Os fatores ambientais também influenciam a evolução desta doença, como: velocidade de crescimento, nutrição, tipo de exercícios praticados, obesidade, características do piso onde o animal costuma andar, entre outras.

Existem pesquisas sobre a etiologia desta patologia baseados nas alterações bioquímicas do líquido sinovial, devido a um desequilíbrio da concentração de cloro, sódio e potássio. Isto irá gerar um aumento da osmolaridade, acarretando um aumento deste líquido, gerando uma sinovite e desidratação da cartilagem auricular. Depois destes acontecimentos, começam a ocorrer várias outras alterações, como: aumento da pressão intra articular, aumento da tensão sobre os tecidos e estruturas moles que mantêm a articulação, afrouxamento destes tecidos, perda do contato articular, arrasamento da cavidade acetabular, subluxação, edema, ruptura do ligamento redondo, pequenas fraturas acetabulares e artrose acetabular.

Geralmente, ocorre entre os 4 meses ao primeiro ano de vida do animal e os sinais clínicos apresentados são: dificuldade para realizar movimentos, como caminhar, correr, levantar, pode haver uma maior dificuldade em pisos lisos, apresentam claudicação de um ou dos dois membros posteriores, passando a depositar o peso do corpo nos membros anteriores, reduzem a amplitude das passadas, ficam relutantes à realização de exercícios, mas o sinal clínico mais fácil de ser notado é a modificação no modo de sentar do animal, que passa a realizá-lo de lado. A displasia provoca uma dor constante.

Para a realização de um diagnóstico seguro, é necessário realizar um exame de raio-x que é realizado com o animal em decúbito dorsal e com as patas traseiras esticadas para trás. Esta posição pode ser muito incomoda para o animal, aumentando a dor, devido a este motivo pode ser necessário a aplicação de anestesia geral.

Após o resultado do exame radiográfico, o médico veterinário irá avaliar este exame e definir em qual categoria o animal se encontra. Estas categorias são definidas da seguinte maneira:

  • A = HD - : Animal sem sinais de displasia;
  • B = HD+/- : Animal com articulações coxo-femorais próximas do normal;
  • C = HD + : Displasia coxo-femoral leve;
  • D = HD ++ : Displasia coxo-femoral moderada;
  • E = HD+++ : Displasia coxo-femoral severa.

Não existe cura para a displasia coxofemoral, mas existem alguns tratamentos, como:

  • Fisioterapia: que ajuda a fortalecer a musculatura, aumentando assim, a sustentação do quadril. Os exercícios mais indicados são a natação e caminhada na areia;
  • Tratamento alopático: uso de drogas a base de vitaminas e aminoácidos para melhorar a área que foi afetada. Pode também ser usados antiinflamatórios para diminuir a dor;
  • Tratamento homeopático: é receitado não para a displasia, mas sim para os seus sintomas;
  • Cirurgia: é baseada na retirada da cabeça do fêmur (cefalectomia), acabando com o atrito e com as dores.

Existem algumas recomendações para evitar o agravamento da doença, como: evitar a obesidade do animal, não oferecer comida à vontade para o filhote, pois isso acelera o crescimento, exercícios moderados a partir dos 3 meses de idade apenas, não deixar o animal em pisos escorregadios, proporcionando um ambiente favorável à ele.

Fontes:
http://www.blacklab.com.br/displasiaprovet.htm
http://www.saudeanimal.com.br/artigo1.htm
http://www.hospitalanimal.net/displasia.html
http://www.redevet.com.br/orto/ortolu3.htm

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