Endocrinologia

Por Thais Pacievitch
A endocrinologia é o ramo da medicina que estuda a função normal, a anatomia e as desordens produzidas pelas alterações das glândulas endócrinas, aquelas que vertem seus produtos na circulação sangüínea (chamados hormônios). As glândulas endócrinas mais importantes são: a hipófise, a glândula tiróide, as paratiróides, o pâncreas, as suprarrenais, os ovários e os testículos.

Hipófise - Está formada por três lóbulos: o anterior, o intermediário (que nos primatas existe somente durante um curto espaço de tempo) e o posterior. A hipófise é responsável pela produção do hormônio do crescimento (somatotropina) que favorece o desenvolvimento dos tecidos do organismo e de endorfinas (peptídeos que atuam no sistema nervoso central e periférico para reduzir a sensibilidade à dor), entre vários outros. Esta glândula está localizada na base do cérebro e é tida como a glândula principal do organismo, visto que regula o funcionamento de outras glândulas.

Glândulas Suprarrenais – Estas glândulas estão localizadas sobre os rins e produzem adrenalina, epinefrina e noradrenalina, que afeta um grande número de funções do organismo. Estas substâncias estimulam a atividade do coração, aumentam a tensão arterial e atuam na contração e dilatação dos vasos sangüíneos e musculatura. As secreções suprarrenais regulam o equilíbrio de água e sal no organismo, influem na tensão arterial, atuam no sistema linfático, nos mecanismos do sistema imunológico e regulam o metabolismo das proteínas e dos glicídios. Além disso, as glândulas suprarrenais também produzem pequenas quantidades de hormônios masculinos e femeninos.

Tiróide – Esta glândula está situada no pescoço, seus hormônios são a tiroxina e a triyodotironina, que aumentam o consumo de oxigênio e estimulam a taxa de atividade metabólica, regulam o crescimento e a maturação dos tecidos do organismo e atuam sobre o estado de alerta físico e mental. A tiróide também secreta um hormônio chamado calcitonina, que diminui os níveis de cálcio no sangue e inibe sua reabsorção óssea.

Paratiróides – Próximas à tiróide, estas glândulas secretam um hormônio chamado parathormona, que regula os níveis sangüíneos de cálcio e fósforo.

Ovários – São os órgãos femeninos da reprodução, ou gônadas femeninas. São estruturas pares com formato de amêndoas situados um de cada lado do útero. O hormônio produzido pelos ovários é o estrógeno, necessário para o desenvolvimento dos órgãos reprodutores e das características sexuais secundárias como o crescimento das mamas e dos pêlos pubianos, por exemplo. A progesterona exerce sua principal ação sobre a mucosa uterina para manter a gravidez. Também atua, junto com o estrógeno, favorecendo o crescimento e a elasticidade da vagina. Os ovários também produzem a relaxina, hormônio que atua sobre os ligamentos da pélvis e do colo do útero, provocando, assim, o relaxamento durante o parto para facilitá-lo.

Testículos – São as gônadas masculinas, possuem formato ovóide e estão contidos na bolsa escrotal. Os hormônios produzidos pelos testículos são denominados andrógenos. O mais importante deles é a testosterona, que estimula o desenvolvimento das características sexuais secundárias, influi no crescimento da próstata e vesículas seminais, e estimula as secreções destas estruturas. Os testículos também produzem os gametas (espermatozóides) masculinos.

Pâncreas – A maior parte do pâncreas é formada por tecido exócrino que libera enzimas no duodeno. Há grupos de células endócrinas, denominadas ilhotas de Langerhans, distribuídos por todo o tecido que liberam insulina e glucagon. A insulina atua no metabolismo dos hidratos de carbono, proteínas e gorduras, aumentando a taxa de utilização de glicose e favorecendo a formação de proteínas e o armazenamento de gordura. O glucagão aumenta, de forma transitória, os níveis de açúcar no sangue mediante a liberação de glicose oriunda do fígado.

As alterações da função endócrina podem ser classificadas como hiperfunção (excesso de atividade) ou hipofunção (falta de atividade). A hiperfunção de uma glândula pode estar associada a um tumor (normalmente benigno). A hipofunção pode estar relacionada a fatores genéticos, câncer, lesões inflamatórias, degeneração, transtornos da hipófise, traumatismos, ou, em caso de doença da tiróide, déficit de iodo. A hipofunção pode ser resultado de extração cirúrgica de uma glândula ou da sua destruição por radioterapia.

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