Primatas

Graduada em Ciências Biológicas (USU, 2009)

Os primatas compõem um grupo de animais vertebrados e engloba os símios (macacos), lêmures e os seres humanos. Os primeiros representantes foram descritos por Linnaeus em 1758.

Sua classificação é:

Os organismos alocados nesta ordem correspondem entorno de 180 espécies e apresentam características em comum, como: cérebro bem desenvolvido com aumento do córtex, somente duas mamas, possuem a capacidade de ficar sobre os pés e elevar o tronco (bípede facultativo), presença de polegares opositores nas mãos e nos pés, garras modificadas em unhas para proteger a ponta dos dedos, além do desenvolvimento da visão com olhos dispostos lateralmente.

Macaco cinomolgo (Macaca fascicularis), encontrado no sudeste asiático e ilhas da Indonésia. Foto: Lucas Martins / InfoEscola.

Classificação

A ordem dos Primatas está subdividida em duas subordens: Prossímios e Antropóides.

  • Prossímios: são denominados os primeiros primatas verdadeiros (Euprimates), possuem pequeno porte, animais noturnos com focinhos longos, cérebro menores quando comparados a outra subordem, podendo apresentar visão não completamente frontal (lêmures) e frontal (tarsos).
  • Antropoides: são separados em novo mundo e velho mundo. Os representantes deste grupo são maiores que os prossímios, com cérebros maiores, estrutura olfativa menor, na maioria das vezes são herbívoros (folívoros – alimentam-se de folhas), podendo apresentar cauda preênsil ou mais curta.
    • Novo Mundo (grupo dos Platyrrhini): grupo mais primitivo dentro dos primatas, sua origem é do início do Oligoceno, acredita-se que atravessaram o oceano para chegar às Américas, vindos da África. São divididos nas famílias: Cebidae, Callitrichidae e Atelidae. Ex.: macaco-aranha, bugio, macaco-prego, muriqui e etc.
    • Velho Mundo (grupo dos Catarrhini): os organismos deste grupo são conhecidos desde meados do Mioceno, diferem dos Platyrrhini por apresentarem narinas mais próximas, voltadas para baixo e cauda geralmente curta. Divididos em: Cercopithecidae, Pongidae e Hominidae. Ex.: macaco japonês, babuínos, gorilas, chimpanzés, homem e etc.

Evolução

Acredita-se que os primeiros primatas evoluíram de animais que vivem em árvores (mamíferos arborícolas). Os fósseis mais antigos até hoje encontrados são do final do Cretáceo, cerca de 70 milhões de anos. O antropoide mais antigo é o Eosimias, animal chinês que mede em torno de 6 cm, datado do Eoceno e com provável origem na África ou Ásia.

 

Distribuição

A distribuição dos primatas dá-se ao longo de todo o planeta, encontrados em florestas tropicais, florestas de galerias, savanas e em regiões mais gélidas como os macacos da neve (Japão). As espécies podem ocupar diferentes níveis de nichos verticais, como: dossel de árvores, bosque, sub-bosque e solo.

Locomoção

Os primatas desenvolveram estratégias para a locomoção de acordo com a vida que levam, sendo as formas de locomoção: adesão ou salto vertical, quadrúpede, suspensão ou braquiação e bipedismo.

Comunicação

Os primatas apresentam comportamento de marcação de território pelo cheiro (olfato), utilizados principalmente na determinação de áreas para a alimentação e a reprodução, com liberação de feromônios eu indicam a disposição para à cópula.

A visão como meio de comunicação é muito utilizada no período reprodutivo, onde a maioria apresenta modificações no pelo, no volume de massa corpórea, nas expressões faciais e nas genitálias.

A vocalização entre os primatas podem comunicar diferentes mensagens, como: idade, sexo, o grupo que pertence, identificar indivíduos e auxiliar mãe a encontrar seus filhotes, notificar localização de alimento, predadores, notificar para se esconder, sinais de alerta, briga entre os primatas e aqueles básicos que não empregam nenhuma informação específica. A estrutura que permite a vocalização varia entre as espécies, em termos de duração e frequência dos sons.

Bibliografia:

OSORIO, Georgina. Enciclopedia Vida Na Terra – Primatas. Editora Impala, 2010.

LEHMAN, Shawn M. Primate Biogeography – Progress and Prospects. Editora John G Fleagle, 2006.

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