Litotripsia Extracorpórea

O termo litotripsia (LECO ou LEOC) refere-se ao procedimento médico no qual um aparelho que os cálculos renais e também no ureter, por meio de ondas de choque.

Esta técnica foi desenvolvida na década de 1980, tornou-se muito popular no mundo todo. Contudo, no início do século XIX passou a ser menor utilizada em alguns países em decorrência de riscos de levar ao desenvolvimento de diabetes mellitus e hipertensão arterial, devido ao efeito mecânico direto da onda de choque sobre o rim e o pâncreas.

O aparelho gerador das ondas de choque é o litotriptor ou liotridor, que gera as ondas a partir de uma fonte externa de energia, propagando-as no interior do corpo, levando à fragmentação do cálculo.

Existem três tipos de sistemas geradores de ondas de choque:

  • Eletrohidráulico: a geração de ondas neste sistema se baseia na descarga elétrica de alta tensão em um eletrodo dentro da água. A faísca gerada leva à vaporização da água circunvizinha ao eletrodo, resultando em um gradiente de pressão que se converte em uma onda de choque.
  • Eletromagnético: neste caso, a onda de choque é produzida pelo movimento de uma placa de metal imersa em água dentro do tubo. Este movimento é decorrente de um campo magnético gerado por uma bobina, repelindo e atraindo a placa metálica. Com este movimento, é criada uma onda de choque que é, por sua vez, focada para o ponto onde o cálculo está situado através de uma lente acústica.
  • Piezoelétrico: este sistema consiste em uma semiesfera onde se encontram em seu interior diversos cristais piezoelétricos direcionais ao ponto. Quando os cristais são excitados por meio de uma corrente elétrica, os mesmos vibram, gerando diminutas ondas de choque que convergem para a região onde o cálculo está situado.

O objetivo da LECO é fragmentar o cálculo, em diminutas partes para serem eliminadas com o fluxo urinário de forma espontânea. Contudo, quase todos os túbulos e canais do rim possuem menos de 1 mm de diâmetro, fazendo com que muitos fragmentos fiquem presos nos mesmos. Nesses casos, é importante procurar um médico para que, através de outras técnicas, os pedaços de cálculos remanescentes sejam eliminados.

É importante frisar que nem todos os indivíduos podem ser submetidos à LECO. São eles: coagulopatias não controladas, gestação, hipertensão arterial não controlada, infecção urinária não tratada, obesidade e obstrução urinária distal ao cálculo que impossibilite a eliminação dos fragmentos. Além disso, pacientes que possuem marcapasso devem ter cautela ao realizar este procedimento.

Fontes:
http://www.calculorenal.org/litotripsia.htm
http://www.litotripsia.com.br/litotripsia_nao_invasiva.php
http://pt.wikipedia.org/wiki/Litotriptor
http://www.projetodiretrizes.org.br/5_volume/32-Litotrip.pdf

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