Medicina Nuclear

Por Débora Carvalho Meldau
A medicina nuclear é uma especialidade da medicina que faz uso de técnicas seguras e indolores para compor imagens do corpo e tratar patologias.

Como terapêutica, a radiação é utilizada com o objetivo de curar patologias, como, por exemplo, algumas formas de neoplasias. Apesar de o feixe radioativo incidir exatamente sobre o tumor, vários efeitos colaterais acompanham este tipo de tratamento.

Com relação ao diagnóstico de afecções, a medicina nuclear, de forma não invasiva, permite identificar uma afecção, além de fornecer informações sobre o tipo ou extensão da mesma, por meio do uso de isótopos radioativos. Estes, por sua vez, evidenciam a sua localização por emitirem radiação nuclear. A identificação, por parte de uma câmara gama, de muitos fótons gama, possibilita a composição de imagens ou filmes que expressam o estado funcional dos órgãos.

Dentre os tipos de radiações usadas pela medicina nuclear observa-se:

  • Partícula beta: trata-se de um elétron, que pode, portanto, ser utilizado em determinadas terapias, como no tratamento de hipertireoidismo, tumores na tireóide e doença de Plummer, por meio do uso do Iodo-131.
  • Pósitron: trata-se de um “elétron” de carga positiva (antipartícula de elétron). Utiliza-se este tipo de radiação nos exames PET (Positron Emission Tomography- Tomografia por Emissão de Pósitrons), sendo o FDG (glicose marcada com Fluor-18) o principal radiofármaco utilizado neste tipo de exame.
  • Radiação Gama: trata-se de um fóton, em outras palavras, onda magnética (energia). Os raios gama originam-se nos núcleos atômicos e são utilizados na maior parte dos exames na medicina nuclear, sendo detectados pela câmara gama. Na medicina nuclear, o principal radionucleídeo que emite a radiação gama é o tecnécio.

Um radiofármaco é composto por dois componentes distintos: um radionucleotídeo, que consiste em uma substância com propriedades físicas desejadas de acordo com cada procedimento; e um vetor fisiológico, ou seja, uma molécula orgânica que se fixa preferencialmente em determinado tecido ou órgão. Dentre os principais radiofármacos utilizados na medicina nuclear encontra-se:

  • Tecnécio-99-metaestável;
  • Iodo-123 e Iodo-121;
  • Tálio-201;
  • Gálio-67;
  • Índio-111;
  • Xénon-133;
  • Crípton-81m;
  • Flúor-18.

Os exames de medicina nuclear compreendem:

  • Radiografia de raio-x;
  • Tomografia computadorizada (TC);
  • Tomografia de emissão de pósitron (PET);
  • Ressonância magnética nuclear;
  • Cintilografia.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Medicina_nuclear
http://www.sbbmn.org.br/v3/sbbmn.php?modulo=medicina_nuclear
http://www.uddo.com.br/uddo/index.php?option=com_content&view=article&id=48&Itemid=37
http://www.qmc.ufsc.br/qmcweb/artigos/nuclear/medicina.html

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