Unicórnio

Por Ana Lucia Santana
O Unicórnio, igualmente chamado de licórnio, é um ser mitológico, normalmente branco-puro quando é adulto, mas dourado em sua fase de potrinho, e prateado durante a adolescência, com um único chifre posicionado em sua cabeça como uma espiral. Ele vive geralmente nas florestas do norte da Europa, segundo as narrativas da mitologia.

Ilustração: Catmando / Shutterstock.com

Ilustração: Catmando / Shutterstock.com

Estas entidades fantásticas são doces, mansas, puras, facilmente seduzidas por mulheres virgens, mais aptas a tocá-las. São, por esse motivo, adotadas pela iconografia do Cristianismo como símbolos da Virgem Maria, quando esta religião assume o dogma da virgindade da mãe de Jesus.

Supostamente seu chifre, o sangue e o pelo têm poderes mágicos. Em um dos episódios de Harry Potter, de J. K. Rowlling, o sangue deste ser puro é consumido por Voldermort, o vilão da obra, para preservar sua vida, mas o ato de matar um ente tão inocente o converte em um morto-vivo.

Normalmente ele não convive com o Homem, mas se submete sem maiores problemas diante de uma mulher, especialmente se ela for virgem, chegando a se refugiar em seu colo, quando então pode ser facilmente capturado. Criptozoologistas – especialistas que investigam relatos da aparição de animais normalmente pertencentes ao universo das lendas e dos mitos - registram o aparecimento de unicórnios pelas várias regiões do Planeta, particularmente na Índia, sua terra natal.

A temática dos unicórnios está incessantemente presente na arte durante o período medieval e também na era renascentista. É difícil atribuir a estas criaturas um sentido definido e único. O nascimento deste mito é impreciso, nenhum estudioso alcançou ainda a dimensão de sua origem. Ele é encontrado nas bandeiras dos imperadores da China, na descrição biográfica de Confúcio; na esfera ocidental o unicórnio integra as compilações de seres fantásticos coletados na época de Alexandre, e também as bibliotecas e produções artísticas do Helenismo.

Em um livro grego intitulado Physiologus, pertencente ao século V d.C., esta criatura pura é associada explicitamente ao evento supostamente milagroso da Encarnação de Deus através do ventre imaculado de Maria. Já nesta época, portanto, ele era diretamente ligado à virgindade da mãe de Jesus.

Figurações leigas do unicórnio podem ser vistas em tapeçarias encontradas no Norte da Europa e em caixas fabricadas com madeira e ricamente adornadas – os cassoni -, que integravam o enxoval das noivas italianas nos séculos XV e XVI.

Esta imagem também é encontrada na heráldica – arte de descrever brasões de armas ou escudos -, por exemplo, no brasão d’armas do Canadá, da Escócia e do Reino Unido. Na Astronomia ele corresponde à constelação conhecida como Monoceros. O unicórnio também é constante frequentador das páginas da literatura fantástica, especialmente nos livros de Lewis Carroll, C.S. Lewis e Peter Beagle. Já estava presente, porém, na obra renascentista de Voltaire, A Princesa da Babilônia.

Fontes
http://brazil.skepdic.com/unicornio.html
http://ojesed.org/Unicórnios
http://pt.wikipedia.org/wiki/Unicórnio