Unicórnio

Por Ana Lucia Santana
O Unicórnio, igualmente chamado de licórnio, é um ser mitológico, normalmente branco-puro quando é adulto, mas dourado em sua fase de potrinho, e prateado durante a adolescência, com um único chifre posicionado em sua cabeça como uma espiral. Ele vive geralmente nas florestas do norte da Europa, segundo as narrativas da mitologia.

Estas entidades fantásticas são doces, mansas, puras, facilmente seduzidas por mulheres virgens, mais aptas a tocá-las. São, por esse motivo, adotadas pela iconografia do Cristianismo como símbolos da Virgem Maria, quando esta religião assume o dogma da virgindade da mãe de Jesus.

Supostamente seu chifre, o sangue e o pelo têm poderes mágicos. Em um dos episódios de Harry Potter, de J. K. Rowlling, o sangue deste ser puro é consumido por Voldermort, o vilão da obra, para preservar sua vida, mas o ato de matar um ente tão inocente o converte em um morto-vivo.

Normalmente ele não convive com o Homem, mas se submete sem maiores problemas diante de uma mulher, especialmente se ela for virgem, chegando a se refugiar em seu colo, quando então pode ser facilmente capturado. Criptozoologistas – especialistas que investigam relatos da aparição de animais normalmente pertencentes ao universo das lendas e dos mitos - registram o aparecimento de unicórnios pelas várias regiões do Planeta, particularmente na Índia, sua terra natal.

A temática dos unicórnios está incessantemente presente na arte durante o período medieval e também na era renascentista. É difícil atribuir a estas criaturas um sentido definido e único. O nascimento deste mito é impreciso, nenhum estudioso alcançou ainda a dimensão de sua origem. Ele é encontrado nas bandeiras dos imperadores da China, na descrição biográfica de Confúcio; na esfera ocidental o unicórnio integra as compilações de seres fantásticos coletados na época de Alexandre, e também as bibliotecas e produções artísticas do Helenismo.

Em um livro grego intitulado Physiologus, pertencente ao século V d.C., esta criatura pura é associada explicitamente ao evento supostamente milagroso da Encarnação de Deus através do ventre imaculado de Maria. Já nesta época, portanto, ele era diretamente ligado à virgindade da mãe de Jesus.

Figurações leigas do unicórnio podem ser vistas em tapeçarias encontradas no Norte da Europa e em caixas fabricadas com madeira e ricamente adornadas – os cassoni -, que integravam o enxoval das noivas italianas nos séculos XV e XVI.

Esta imagem também é encontrada na heráldica – arte de descrever brasões de armas ou escudos -, por exemplo, no brasão d’armas do Canadá, da Escócia e do Reino Unido. Na Astronomia ele corresponde à constelação conhecida como Monoceros. O unicórnio também é constante frequentador das páginas da literatura fantástica, especialmente nos livros de Lewis Carroll, C.S. Lewis e Peter Beagle. Já estava presente, porém, na obra renascentista de Voltaire, A Princesa da Babilônia.

Fontes
http://brazil.skepdic.com/unicornio.html
http://ojesed.org/Unicórnios
http://pt.wikipedia.org/wiki/Unicórnio