Pólipos intestinais

Por Débora Carvalho Meldau
Os pólipos intestinais são tumores benignos que ocasionalmente surgem no intestino, resultante de um crescimento anormal das células da mucosa intestinal. Embora a maior parte dessas lesões seja benigna, uma pequena parte delas pode evoluir para malignidade.

Dentre os diferentes fatores de envolvidos no desenvolvimento dos pólipos, encontram-se:

  • Idade acima dos 40 anos;
  • Doenças inflamatórias intestinais;
  • Histórico familiar;
  • Tabagismo;
  • Sedentarismo;
  • Obesidade;
  • Alimentação rica em gorduras saturadas;
  • Dieta pobre em vegetais, fibras e cálcio;
  • Consumo excessivo de álcool.

Existem diferentes tipos de pólipos; contudo, somente dois deles corresponde à maior parte deles:

  • Hiperplásicos: são diminutos, geralmente encontrados na região terminal do cólon (reto e sigmóide) e não possuem características para evoluir para malignidade.
  • Adenomas: este tipo de pólipo apresenta risco de transformar-se em neoplasia maligna. No entanto, uma taxa inferior a 5% dos adenomas evoluem para a malignidade, e quando isso ocorre, demora em média 7 anos.

É importante ressaltar que a maior parte dos cânceres de cólon são resultados de pólipos intestinais; todavia, são minoria os pólipos que podem evoluir para o câncer.

A maior parte dos pólipos é muito pequena, sendo, portanto, assintomática. Habitualmente são detectados por meio de exames de rotina para triar câncer de colo de útero. No entanto, pólipos maiores podem levar a diferentes sintomatologias, como:

  • Sangramento anal ou sangue nas fezes;
  • Alteração do hábito intestinal, causando diarréia alternada com constipação;
  • Vontade freqüente de ir ao banheiro, com sensação de evacuação incompleta;
  • Dor ou desconforto abdominal ou anal;
  • Fraqueza devido à anemia;
  • Sensação de gases ou distensão;
  • Perda de peso sem causa aparente.

O diagnóstico desses tumores pode ser feito por meio de exames radiológicos ou endoscópicos. Dentre este último, três exames podem ser utilizados com esse objetivo: a retossigmoidoscopia rígida, a retossigmoidoscopia flexível e a colonoscopia. Alguns exames mais simples também podem ser utilizados para auxiliar na detecção precoce de pólipos, como o exame de pesquisa de sangue oculto nas fezes, possibilitando que seja feita uma pré-seleção de candidatos aos exames completos. No entanto, é válido lembrar que, nesse último exame, um resultado negativo não exclui a presença de um pólipo.

Os pólipos que foram encontrados em exames endoscópicos devem ser completamente removidos e devem ser submetidos ao exame histopatológico. A grande maioria dos pólipos é removida por meio da colonoscopia. Todavia, devido à localização e características de alguns pólipos, estes devem ser removidos por meio de cirurgia.

Durante a remoção dos pólipos através da colonocopia, podem ocorrer eventuais complicações, como hemorragia ou perfuração intestinal, sendo, nesses casos, necessária a realização de uma cirurgia para solucionar o problema. Contudo, esse risco é extremamente baixo.

Após a ressecção completa do pólipo, não é comum que este volte, mas pode acontecer. Em aproximadamente 30% dos pacientes, pode haver o surgimento de novos pólipos em locais distintos, por isso é de extrema importância a realização de um acompanhamento periódico.

Fontes:
http://www.mdsaude.com/2010/07/polipos-intestinais.html
http://www.saudeintegradavida.com/polipos-intestinais/
http://projecto12anovinhais.blogspot.com/2010/11/polipos-intestinais.html
http://www.tuasaude.com/polipos-intestinais/
http://www.dgabc.com.br/Columnists/Posts/24/4048/polipo-intestinal.aspx

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