Pólipos intestinais

Graduada em Medicina Veterinária (UFMS, 2009)

Sempre abrir.

Os pólipos intestinais são tumores benignos que ocasionalmente surgem no intestino, resultante de um crescimento anormal das células da mucosa intestinal. Embora a maior parte dessas lesões seja benigna, uma pequena parte delas pode evoluir para malignidade.

Dentre os diferentes fatores de envolvidos no desenvolvimento dos pólipos, encontram-se:

  • Idade acima dos 40 anos;
  • Doenças inflamatórias intestinais;
  • Histórico familiar;
  • Tabagismo;
  • Sedentarismo;
  • Obesidade;
  • Alimentação rica em gorduras saturadas;
  • Dieta pobre em vegetais, fibras e cálcio;
  • Consumo excessivo de álcool.

Existem diferentes tipos de pólipos; contudo, somente dois deles corresponde à maior parte deles:

  • Hiperplásicos: são diminutos, geralmente encontrados na região terminal do cólon (reto e sigmóide) e não possuem características para evoluir para malignidade.
  • Adenomas: este tipo de pólipo apresenta risco de transformar-se em neoplasia maligna. No entanto, uma taxa inferior a 5% dos adenomas evoluem para a malignidade, e quando isso ocorre, demora em média 7 anos.

É importante ressaltar que a maior parte dos cânceres de cólon são resultados de pólipos intestinais; todavia, são minoria os pólipos que podem evoluir para o câncer.

A maior parte dos pólipos é muito pequena, sendo, portanto, assintomática. Habitualmente são detectados por meio de exames de rotina para triar câncer de colo de útero. No entanto, pólipos maiores podem levar a diferentes sintomatologias, como:

  • Sangramento anal ou sangue nas fezes;
  • Alteração do hábito intestinal, causando diarréia alternada com constipação;
  • Vontade freqüente de ir ao banheiro, com sensação de evacuação incompleta;
  • Dor ou desconforto abdominal ou anal;
  • Fraqueza devido à anemia;
  • Sensação de gases ou distensão;
  • Perda de peso sem causa aparente.

O diagnóstico desses tumores pode ser feito por meio de exames radiológicos ou endoscópicos. Dentre este último, três exames podem ser utilizados com esse objetivo: a retossigmoidoscopia rígida, a retossigmoidoscopia flexível e a colonoscopia. Alguns exames mais simples também podem ser utilizados para auxiliar na detecção precoce de pólipos, como o exame de pesquisa de sangue oculto nas fezes, possibilitando que seja feita uma pré-seleção de candidatos aos exames completos. No entanto, é válido lembrar que, nesse último exame, um resultado negativo não exclui a presença de um pólipo.

Os pólipos que foram encontrados em exames endoscópicos devem ser completamente removidos e devem ser submetidos ao exame histopatológico. A grande maioria dos pólipos é removida por meio da colonoscopia. Todavia, devido à localização e características de alguns pólipos, estes devem ser removidos por meio de cirurgia.

Durante a remoção dos pólipos através da colonocopia, podem ocorrer eventuais complicações, como hemorragia ou perfuração intestinal, sendo, nesses casos, necessária a realização de uma cirurgia para solucionar o problema. Contudo, esse risco é extremamente baixo.

Após a ressecção completa do pólipo, não é comum que este volte, mas pode acontecer. Em aproximadamente 30% dos pacientes, pode haver o surgimento de novos pólipos em locais distintos, por isso é de extrema importância a realização de um acompanhamento periódico.

Fontes:
http://www.mdsaude.com/2010/07/polipos-intestinais.html
http://www.saudeintegradavida.com/polipos-intestinais/
http://projecto12anovinhais.blogspot.com/2010/11/polipos-intestinais.html
http://www.tuasaude.com/polipos-intestinais/
http://www.dgabc.com.br/Columnists/Posts/24/4048/polipo-intestinal.aspx

AVISO LEGAL: As informações disponibilizadas nesta página devem apenas ser utilizadas para fins informacionais, não podendo, jamais, serem utilizadas em substituição a um diagnóstico médico por um profissional habilitado. Os autores deste site se eximem de qualquer responsabilidade legal advinda da má utilização das informações aqui publicadas.
Arquivado em: Neoplasias