Esclavagismo

O esclavagismo ou sinfilia é uma relação ecológica entre seres vivos onde uma espécie, denominada como esclavagista, se aproveita do trabalho, atividades ou até mesmo do alimento de outra espécie, ou seja, é interespecífica.

Pulgões e formigas

Os pulgões são insetos parasitas de algumas plantas, retirando de seus vasos liberianos a seiva elaborada para sua alimentação. A seiva elaborada é rica em açúcares, mas pobre em aminoácidos, portanto, os pulgões têm de ingerir uma grande quantidade de seiva para que possam sintetizar suas proteínas. Em excesso, os açúcares são eliminados pelos pulgões através do ânus. As formigas, por sua vez, se aproveitam do excesso de açúcar eliminado pelos pulgões para se alimentarem, levando-os para seus formigueiros, construídos próximos a raízes de plantas vivas. Nestas raízes, os pulgões continuam extraindo a seiva elaborada, enquanto as formigas, lambendo seus abdomes, aproveitam-se do excesso de açúcares eliminado. Esta relação beneficia as formigas, que garantem alimento, mas, de certa forma, também beneficia os pulgões, que mesmo servindo as formigas, são protegidos por estas contra predadores, como joaninhas.

Fragatas e gaivotas

As fragatas são aves que se alimentam principalmente de peixes, mas são más pescadoras, pois não conseguem mergulhar. Pescam riscando o bico na superfície de água, capturando apenas os peixes que ali se encontram. O maior volume de alimento adquirido, no entanto, provém dos peixes que estas aves roubam de outras aves como gaivotas e atobás. Para roubarem os peixes, as fragatas perseguem as outras aves, agredindo-as até que estas regurgitem os peixes engolidos, conseguindo pegá-los antes que caiam novamente na água.

Abelhas e seres humanos

As abelhas são insetos que, além de realizarem o importante trabalho da polinização, também fornecem ao homem diversos produtos.

Para isso, o homem cria abelhas, atividade denominada apicultura, para a obtenção de produtos como mel, geleia real, própolis, cera e veneno, que são utilizados em larga escala pelas indústrias, como a farmacêutica e alimentícia.

Estudos recentes apontam que fatores como a inclusão de espécies invasoras, que favorece o desequilíbrio das faunas locais, e a urbanização, vêm dizimando a população de abelhas em diversos locais do mundo. Caso extintas, não só não teríamos mais mel, mas também alimento, uma vez que pelo menos dois terços de nossa comida vêm direta ou indiretamente de vegetais que dependem da polinização realizada pelas abelhas para se reproduzirem.

Referências bibliográficas:

BESSA, Eduardo. Bicho bizarro: fragata. 2011. Disponível em: <http://scienceblogs.com.br/bessa/2011/11/bicho-bizarro-fragata/>.

Introdução à Ecologia. Universidade Castelo Branco. 2008. Disponível em: <http://ucbweb.castelobranco.br/webcaf/arquivos/biologia/5_periodo/Introducao_a_Ecologia.pdf>.