Sucuri

Por Thais Pacievitch
A sucuri (Eunectes murinus) é uma serpente que pertence à Ordem Squamatam, da Família Boidae. São originais da América do Sul. Existem quatro espécies de sucuri, sendo que destas, três habitam rios, lagoas e alagados brasileiros. A sucuri tem hábitos semi–aquáticos.

Essa cobra não-peçonhenta é a segunda maior serpente do mundo, podendo chegar aos 9 metros de comprimento (fêmea), perdendo em tamanho apenas para a Píton, que vive na Ásia. Já o macho da sucuri atinge no máximo 4,5 metros. Têm hábitos crepusculares e noturnos.

As sucuris alimentam-se de capivaras, peixes, aves, felinos, veados, bezerros e até jacarés também fazem parte de seu cardápio. Para capturar sua presa, a sucuri costuma ficar a espreita nas margens de rios, lagos ou pântanos. Quando uma vítima se aproxima da margem, normalmente para beber água, a sucuri ataca, geralmente na região do pescoço. Em seguida, envolve o corpo da vítima e a aperta, matando-a por constrição. A presa pode ainda morrer afogada, puxada para o fundo do rio, lago ou pântano.

Vivípara, a sucuri gesta seus filhotes por aproximadamente 240 dias, sendo que, geralmente, têm de 20 a 30 filhotes por cria, que nascem no começo da estação das chuvas. Como as pequenas serpentes são vítimas de diversos predadores, poucas sobrevivem e chegam à idade adulta. Seus predadores são onças-pintadas, jacarés maiores do que ela e as piranhas (somente quando a sucuri apresenta ferimentos). Contudo, o maior predador das sucuris são os homens, seja por medo da serpente, seja por interesse comercial. A pele da sucuri é muito valorizada, inclusive no exterior.
As quatro espécies de sucuri são as seguintes:

- Sucuri-amarela (Eunectes notaeus) – encontrada no Pantanal.
- Sucuri-verde (Eunectes murinus) – vive na amazônia, e em alagados na região do cerrado.
- Sucuri-malhada (Eunectes deschauenseei) – vive na Ilha de Marajó.
- Sucuri-da-Bolívia (Eunectes beniensis) – encontrada na Bolívia.

Devido ao seu porte e as suas características, a sucuri adquiriu a fama de “comedora de homens”. São várias as histórias, muitas vezes fantasiosas, em relação a esse belo réptil. Na verdade, a sucuri costuma a evitar o contato com os homens, porém, considerando seu tamanho e seus hábitos alimentares, não seria impossível uma sucuri se alimentar de um ser humano. No entanto, não há registros comprovados de tal fato, apesar de serem inúmeros os relatos não verídicos.