Profilaxia

Por Caroline Faria
O termo “profilaxia”, na medicina, é usado para designar um conjunto de medidas que visam à prevenção de doenças ou mesmo o ramo da medicina que estuda a prevenção das doenças.

A palavra derivada do grego prophýlaxis que significa “precaução” pode denominar também uma série de outras medidas em áreas distintas do conhecimento. No xadrez, por exemplo, o termo designa uma postura de jogo onde se pretende evitar determinadas jogadas do adversário (ou plano de jogo) através de jogadas denominadas profiláticas.

Na medicina, onde seu uso é mais comum, o termo profilaxia denomina medidas diversas que incluem desde procedimento simples como lavar as mãos até mais complexos ou que incluem usos de antibióticos e medicamentos, variando de acordo com a doença a se prevenir.

Embora as práticas de higiene com o intuito de evitar a propagação de doenças seja muito antiga – desde o Antigo Egito têm-se notícias de que os doentes eram segregados com o fim de evitar o contágio - somente após a Segunda Guerra Mundial é que houve grande avanço no entendimento dos mecanismos de propagação das doenças graças inclusive ao desenvolvimento dos estudos iniciados por Louis Pasteur sobre microorganismos e também à identificação dos chamados vetores: organismos transmissores de doenças, (como por exemplo os ratos).

Outro evento muito importante no desenvolvimento das medidas profiláticas foi o desenvolvimento da vacina inventada (da maneira como conhecemos - veja curiosidade ao final do texto.) no século XIX e que possibilitou a prevenção de importantes doenças como a gripe e a varíola.

O desenvolvimento cada vez maior dos estudos acerca da prevenção das doenças deu origem a um ramo de pesquisa científica denominado “etiologia” que nada mais é do que o estudo das causas das doenças que também abrange os mecanismos de propagação ou proliferação destas.

Curiosidade: Você sabia que a vacina já existia antes do século XIX? Os chineses foram os primeiros a usar um método chamado “variolização”, um precursor da vacina que depois foi utilizado por indianos, persas, egípcios, árabes, turcos e até algumas regiões da Europa. Os métodos variavam mas basicamente consistiam na contaminação de forma branda de uma pessoa sadia pelo vírus da varíola através do contato desta com tecidos e roupas e picada de agulha contaminada ou mesmo através do contato com secreções de doentes como o pus das feridas (Eca!).

Fontes
http://ciencia.hsw.uol.com.br/microorganismo6.htm

• COUTINHO, Mário. “Princípios de epidemiologia clínica aplicada à cardiologia”. Arq. Bras. Cardiol. [online]. 1998, vol.71, n.2, pp. 109-116. ISSN 0066-782X. doi: 10.1590/S0066-782X1998000800003. Acessado em: Scielo.br

• LEITÃO, Rafael. “Temas Posicionais Complexos (I)”. Acessado em: www.academiarafaelleitao.com/developer/pdf/TemasPosicionaisComplexos(l).pdf

• MARTINS, R. de A.: “Contágio - História da Prevenção das Doenças Transmissíveis”; Editora Moderna, 1997 – SP.

• AVILA-PIRES, Fernando Dias de. Ecologia das doenças infecciosas e parasitárias. Cad. Saúde Pública [online]. 1989, vol.5, n.2, pp. 210-218. ISSN 0102-311X. doi: 10.1590/S0102-311X1989000200008. Acessado em: Scielo.br

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