Capilar sanguíneo

Por Marcelo Oliveira
Capilares são vasos sanguíneos de diâmetro bastante reduzido, são formados pela ramificação das arteríolas.
Suas delicadas paredes são formadas por uma única camada de finas células endoteliais, o que, em conjunto com a baixa velocidade do fluxo sanguíneo local, torna os capilares sanguíneos o ponto ideal para a troca de oxigênio, substâncias nutritivas e resíduos metabólicos entre o sangue e os tecidos irrigados por ele.

Esse pequeno diâmetro interno dos capilares obriga as hemácias, as células vermelhas do sangue, sofrerem uma leve deformação, já que os aproximados 0,008mm das hemácias superam os 0,006mm do diâmetro interno dos capilares.
Este fluxo sanguíneo, porém não é constante, pelo contrario, é intermitente. A cada poucos segundos ou minutos ocorre um fenômeno conhecido como vasomotilidade, que consiste na contração das metarteríolas e dos esfíncteres pré-capilares.

Estrutura básica de um capilar (arte: Marcelo Oliveira)

Estrutura básica de um capilar (arte: Marcelo Oliveira)

O principal fator que irá determinar o grau de abertura e fechamento das metarteríolas e dos esfíncteres pré-capilares será a concentração de oxigênio nos tecidos.

Em outras palavras, quanto maior o consumo de sangue pelos tecidos, maior os períodos intermitentes de fluxo sanguíneo capilar, que permanecem mais frequentes e sua duração também. Isso permite que o sangue capilar transporte maior quantidade de oxigênio para os tecidos.

Em certas áreas do corpo, principalmente na pele, o sangue não circula pelos capilares, sendo desviado diretamente das arteríolas para as vênulas.

Esse desvio é conhecido por anatomose arteriovenosa ou Shunt AV, com paredes espessas e musculares e supridas por fibras nervosas vasomotoras. O Shunt AV, além de controlar o fluxo sanguíneo, ajudam a regular a temperatura corporal.

À medida em que o sangue flui pelo capilar, moléculas de água e partículas dissolvidas vão passando para dentro e para fora através da difusão.

Algumas substâncias, como o oxigênio e o dióxido de carbono, podem se difundir através das membranas celulares do capilar diferentemente de outras que só podem atravessar através de poros.

A permeabilidade da parede dos capilares sanguíneos varia muito, depende da necessidade de cada órgão em receber grandes ou pequenas quantidades de nutrientes, líquidos ou outras substâncias.

A intensidade da difusão de uma substância através da membrana capilar se dá a diferença de concentração entre os dois lados, quanto maior essa diferença mais fácil fica o transporte de substância em uma das direções (transporte passivo).

A concentração de oxigênio no sangue capilar é maior que no líquido intersticial, portanto uma grande quantidade de oxigênio se move para os tecidos, ao contrário a concentração de dióxido de carbono que é maior nos tecidos e esse fato faz com que esse dióxido se mova para o sangue.

Leia também:

Fontes:
Berne, Robert M., Levy, Matthew N., Koeppen, Bruce M. e Staton. Bruce A.. Fisiologia, Rio de Janeiro: Elsevier, 2004.Guyton, Arthur C. e Hall, John E.. Tratado de Fisiologia Médica, Rio de Janeiro: Elsevier, 2006.
Lopes, Sônia e Rosso, Sérgio. Biologia – Volume único, São Paulo – SP: Editora Saraiva, 2005.
Levada, Miriam M. O., Fieri, Walcir J. e Pivesso, Mara Sandra G. Apontamentos Teóricos de Citologia, Histologia e Embriologia, São Paulo: Catálise Editora, 1996.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Arteria . acesso em 25 de novembro de 2009.
http://www.todabiologia.com/anatomia/arterias.htm. acesso em 25 de novembro de 2009.
http://www.medipedia.pt/home/home.php?module=artigoEnc&id=98. acesso em 25 de novembro de 2009.