Principais pintores brasileiros

Graduada em Artes-Dança (Unicamp, 2018)

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Cândido Portinari

Cândido Portinari (1962)

Cândido Portinari é um grande nome entre os pintores brasileiros. O artista é inspirado pelo Brasil e as diversas facetas do país, boas e ruins.

Em uma de suas fases, a figura do homem e da mulher brasileira foi o que moveu o artista. Portinari retratou não apenas um tipo de brasileiro ou uma região específica, mas sim o povo, a história, a cultura, a alma da nação. Como obras emblemáticas dessa fase destaca-se “O Mestiço” e “O Café”, ambas de 1934.

Em outro momento, as mazelas sociais inquietam o artista o que traz mais dramaticidade para sua obra. A tragédia e o sofrimento humano surgem como denúncia social em suas obras. A exemplo, “Os Retirantes” (1946) e “O Massacre dos Inocentes” (1943).

Candido Portinari. Retirantes. 1944. Na obra Retirantes, Portinari retrata uma família de migrantes que foge da miséria no campo em busca de melhore condições de vida no sudeste durante o processo de urbanização do país.

Embora Portinari tinha muitas obras de cunho social, o lírico também se fez presente em seu acervo ao retratar as memórias de sua infância e os elementos da sua terra natal. Obras como “Meninos Soltando Pipas” (1947) e “Meninos Pulando Carniça” (1957) são dois exemplos.

Portinari pinta, também, muitos painéis importantes espalhados pelo Brasil e pelo mundo e um dos mais importantes foi o Guerra e Paz (1953 – 1956) produzido para a sede da Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova Iorque.

O artista deixa um marco inegável na história nacional e internacional. Sua genialidade em contribuir para a construção de uma identidade cultural brasileira ao mesmo tempo que abordava temas universais é notória.

Di Cavalcanti

Di Cavalcanti, 1964

Di Cavalcanti foi um pintor, ilustrador e muralista extremamente importante para a arte brasileira. Fazia criações singulares marcadas por sua originalidade e criatividade na representação e no uso das cores. Sua qualidade técnica era amplamente reconhecida Brasil à fora.

Sua temática principal era representar a identidade cultural brasileira. Através das festividades e dos temas populares suas obras refletiam o povo, o samba, o carnaval e as favelas. Destaca-se algumas obras como “Samba” (1925), “Carnaval” (1965) e “Mangue” (1929).

Feira Nordestina (1951).

Não somente o coletivo, mas as mulheres eram fonte de inspiração para Di Cavalcanti. Em seu acervo há muitas pinturas das mulheres brasileiras em sua diversidade. O foco de suas obras eram a sensualidade, as curvas e a beleza da mulher. Obras significativas são “Nu e Figuras” (1950) e “Cinco Moças de Guaratinguetá” (1930).

Como ilustrador, o artista pode participar dos livros de grandes artistas como Jorge Amado e Vinicius de Moraes, além de produzir o programa e o catálogo da Semana de Arte Moderna em 1922. Já como muralista, realizou a elaboração do painel no Hotel Jaraguá (1954) em São Paulo e no Teatro João Caetano, no Rio de Janeiro.

Alfredo Volpi

Apesar de ter nascido na Itália, Alfredo Volpi vai para o Brasil com apenas um ano de idade e lá afirma sua carreira como artista sendo destaque na Segunda Geração da Arte Moderna Brasileira.

Volpi é reconhecido por sua trajetória singular e ao longo de suas fases, revela sua própria linguagem artística. Para ele, o fazer artesanal era prioridade em sua prática. Isso pode ser visto na escolha por tintas naturais a industrializadas. Por conta disso, o artista realizava a técnica da têmpera que consiste na diluição dos pigmentos naturais em clara de ovo, por exemplo.

Uma das fases de Volpi foi a retratação de paisagens a partir de uma perspectiva realista. Ele teve o os bairros pobres da capital paulista e até mesmo o interior de São Paulo como fonte de inspiração. Nessas criações, o artista era muito sutil com o uso das cores e sensível para a reprodução da luz nas obras. Dois grandes exemplos são da década de 1920, “Paisagem com Carro de Boi” e “Casinha de Mogi das Cruzes”.

"Paisagem com Carro de Boi"

Outra fase do artista é o momento em que se aproxima do abstracionismo geométrico. Nesse período suas obras, a partir da integração de cores, linhas e formas, representavam temas populares e religiosos do Brasil. Diversas séries de criações como “Bandeirinhas”, “Fachadas” e “Ampulhetas” compõem o acervo de Volpi nessa fase.

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Referências Bibliográficas:

ALFREDO Volpi. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2022. Disponível em: https://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa1610/alfredo-volpi. Acesso em: 17 janeiro de 2022. Verbete da Enciclopédia.

CANDIDO Portinari. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2022. Disponível em: https://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa10686/candido-portinari. Acesso em: 16 janeiro de 2022. Verbete da Enciclopédia.

E BIOGRAFIA. Cândido Portinari. Disponível em: <https://www.ebiografia.com/candido_portinari/>. Acesso em: 16 jan. 2022.

E BIOGRAFIA. Di Cavalcanti. Disponível em: <https://www.ebiografia.com/di_cavalcanti/>. Acesso em: 17 jan. 2022.

E BIOGRAFIA. Alfredo Volpi. Disponível em: < https://www.ebiografia.com/alfredo_volpi/>. Acesso em: 17 jan. 2022.

LAART. Quem foi Di Cavalcati: Biografia e Obras do Ícone Modernista. Disponível em: <https://laart.art.br/blog/di-cavalcanti/>. Acesso em: 17 jan. 2022.

PROJETO PORTINARI. Apresentação. Disponível em: <http://www.portinari.org.br/#/pagina/candido-portinari/apresentacao>. Acesso em: 16 jan. 2022.

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