Calígula

Calígula (Caio Cesar Augusto Germânico) nasceu em Antium, hoje chamada de Porto d’Anzio, atual Itália, no ano de 12 d.C. e faleceu em 41 d. C. Foi o terceiro imperador do império romano e membro da dinastia Julio-Claudia, instituída por Augusto.

Busto do Imperador Calígula (Modena, Itália). Foto: Kizel Cotiw-an / Shutterstock.com

A figura de Calígula aparece bastante deformada pelo retrato que fizeram dele alguns autores senatoriais como Suetônio e Tácito. Sua ascensão ao poder depois da morte de Tibério, no ano 37 de nossa era, foi muito bem acolhida pelo povo. Parece que os primeiros anos do seu reinado foram ótimos, segundo o ponto de vista dos historiadores senatoriais: respeitou o senado, devolveu à assembléia popular o direito de eleger os magistrados, decretou amplas anistias para as pessoas condenadas no tempo de Tibério e organizou grandes espetáculos circenses.

Contudo, as coisas mudaram de forma dramática depois de uma grave doença, época na qual começou a mostrar um caráter autoritário e de modos que o aproximavam mais das formas de governo das monarquias orientais do que às aparências republicanas do império.
Eliminou rapidamente e sem processo a seu primo Tibério e ao chefe dos pretorianos, e impôs um protocolo monárquico na corte em que se impulsionava uma divinização em vida do imperador.

Os cofres do império romano se esvaziaram rapidamente perante o pagamento das tropas e as festas organizadas pela corte, situação que causou o aumento dos impostos e reiniciar a política de eliminação física dos senadores para apoderar-se de suas posses. Sua política exterior foi caracterizada pelo aumento de reinos vassalos no oriente e à redução da autonomia dos territórios ocidentais.

Apesar das crises econômicas, Calígula levou adiante a execução de vários projetos arquitetônicos durante seu reinado. Algumas de estas construções eram públicas, mas a maioria dos edifícios foi erguida com fins privados.

No ano 39, levou a cabo uma expedição à Germânia e à Gália setentrional. Depois de uma conspiração frustrada naquele mesmo ano, liderada por Cneo Corbélio Lêntulo e Marco Emílio Lépido, este último casado com Drusila, irmã do imperador, uma nova conspiração organizada pela sua própria guarda, obteve sucesso no dia 24 de janeiro de 41, matando o imperador Calígula.

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