Fernando de Noronha

Licenciatura Plena em História (Faculdade JK-DF, 2012)
Pós-graduação em História Cultural (Centro Universitário Claretiano, 2014)

Fernão de Loronha, também ficou conhecido como Fernão de Noronha e Fernando de Noronha, nasceu em Portugal na cidade de Lisboa em 1540, era filho de Martim Afonso de Loronha. Casou-se com Violante de Noronha e teve um filho chamado Diogo de Noronha Andrade.

Foi cavaleiro da casa do rei de D. Manuel e D. João III. Era judeu convertido ao cristianismo e pioneiro na exploração de pau-brasil. Após o grande êxito de suas explorações no ano de 1504, o rei concedeu a ilha a ele como uma capitania hereditária. Por isso até hoje a ilha carrega seu nome, mas quando ele a descobriu, nomeou-a de São João Baptista por ter encontrado no mesmo dia do Santo. Já havia registro do local em um mapa em 1502 nomeando ela como Ilha da Quaresma e outro relatado pelo italiano Américo Vespúcio 1503 como ilha de São Lourenço.

Relatos afirmam que Fernão também foi um grande comerciante e representante do banqueiro Jakob Fugger na Península Ibérica. Através do rei D. Manuel I, teve juntamente com novos cristãos autorização para explorar recursos naturais do Brasil.

Após três anos, teve exclusividade nessas expedições e foi patrocinado por Gonçalo Coelho. Em 1506 extraíram aproximadamente 20 mil quintais de pau-brasil que foram vendidos em Lisboa com um lucro de até 500%. Por volta de 1511 Noronha e seus sócios tiravam cargas gigantescas da Ilha para levarem a Portugal.

Entre 1503 até 1512 com a ajuda dos índios locais, Fernão estabeleceu monopólio comercial de madeira no Brasil. O pau-brasil era estocado nos armazéns litorâneos e depois eram levados para o armazém central no arquipélago, onde eram distribuídas toda a madeira para os navios de grande porte e levados para serem comercializados na Europa.

Após o vencimento da sua “exclusividade” comercial em 1512, a comercialização do pau-brasil passou a ser responsabilidade da coroa portuguesa, mas “Loronha” e seus descendentes mantiveram como propriedade privada até 1560. Em Setembro de 1700, Fernando de Noronha tornou a ilha como uma dependência de Pernambuco. Em 1736 o local foi invadido pelos franceses que foram expulsos pelos portugueses após um ano de conflito.

No fim do século XVIII foi construída uma prisão na ilha que serviu como cadeia a presos políticos, que abrigou inclusive o ex-governador de Pernambuco Miguel Arraes quando foi deposto devido ao golpe militar de 1964.

Durante a Segunda Guerra Mundial em 1942 foi construído um aeroporto pela Aeronáutica dos Estados Unidos que permitia o livre transito de aviões durante esse período. Com o término da guerra, a administração do aeroporto voltou para o governo brasileiro servindo apenas para voos nacionais brasileiros.

No final da década de 1980 o Brasil indicou 70% do arquipélago como intenção de preservar o local sendo que a ilha também foi reintegrada ao estado de Pernambuco. Em 2001 a UNESCO reconhece a ilha como Patrimônio Mundial. Atualmente o local sobrevive do turismo.

Ainda não se sabe ao certo o porquê da “troca” de nome de Loronha para Noronha. Alguns dizem que foi para diferenciá-lo de seu pai e irmão que tinha o mesmo nome, outros dizem que foi para substituir o nome judeu para o novo nome de batismo cristão. O que é certo é que nenhum de seus descendentes carrega o antigo sobrenome Loronha. Fernão de Noronha morreu de morte desconhecida em 1540 em Lisboa.

Referências:

https://super.abril.com.br/mundo-estranho/quem-foi-fernando-de-noronha/ acesso em: 25.02.2019.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Fern%C3%A3o_de_Loronha#Biografia acesso em: 25.02.2019.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Fernando_de_Noronha acesso em: 25.02.2019.

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