Francis Scott Fitzgerald

Francis Scott Key Fitzgerald, filho de um antigo aristocrata e de uma rica herdeira, nasceu em 24 de setembro de 1896, na cidade de St. Paul, em Minnesota, nos Estados Unidos, em um lar irlandês de formação católica. Ele chegou a estudar durante algum tempo na Universidade de Princeton, mas não se formou. Este período, porém, o levou a se unir aos afortunados, a uma elite pela qual se apaixonaria irremediavelmente, não mais se desvinculando desta paixão.

Filho do sonho norte-americano, não deixou de participar voluntariamente da Primeira Guerra Mundial, mas o futuro escritor passou grande parte de sua trajetória na esfera militar elaborando seu primeiro romance, Este Lado do Paraíso, lançado com êxito instantâneo em 1920, rendendo-lhe a cifra espantosa de 50 mil exemplares vendidos. Esta obra lhe conquista espaço nas publicações mais importantes desta época, tais como a Scribner's e o The Saturday Evening Post, e ele logo se torna o escritor melhor remunerado daquela época. Neste mesmo ano ele contraiu matrimônio com a fascinante dama da alta elite, Zelda Fitzgerald.

Após o casamento, ele e a esposa mergulham em um vertiginoso universo de prazeres, regado a muitas festas e viagens sem fim. Dedicou-se durante muito tempo às crônicas e ensaios, pois não tinha mais tempo de criar suas novelas, mas tornou-se famoso, na verdade, por seus romances e pelos contos curtos, reunidos na obra Seis Contos da Era do Jazz, lançado em 1922 – o qual inclui o célebre conto O Curioso Caso de Benjamin Button, adaptado para as telas cinematográficas em 2008, protagonizado por Brad Pitt e Cate Blanchett. Neles ele retrata o culto ao luxo e às excentricidades de uma geração perdida na era do Jazz nos EUA, os dourados anos 20.

Seu segundo livro foi Os Belos e Malditos, de 1922. Três anos depois nasce O Grande Gatsby, última grande obra antes do mergulho do escritor nos excessos e extravagâncias de sua nova vida, escrito na França, onde o casal residiu por algum tempo. Esta novela seria posteriormente vertida para o cinema. Este estilo de vida, muito semelhante ao dos personagens do autor, tem um fim drástico em 1930, com a internação de Zelda em um hospício. Fitzgerald representa este dramático momento na novela Suave é a Noite, seu retorno ao universo literário em 1934. Ela foi, naquela época, mal recebida pelos críticos, mas depois seria considerada uma de suas melhores performances.

Fitzgerald era ao mesmo tempo célebre por seu modo de vida, e ardente crítico deste culto às ilusões e às aparências, do qual ele adivinhava a presença em sua vida alucinante. Este era o universo retratado em suas obras, das quais ele era simultaneamente o artífice e o protagonista implícito. Especialmente em Suave é a noite, no qual ele expressa seu mais completo desamparo diante da perturbação psíquica de sua companheira, ao narrar as desventuras de Dick Diver e Nicole, a esposa portadora de esquizofrenia.

Pouco antes de morrer, já mergulhado nos excessos do álcool, ele escreve sua última obra, inconclusa, O Último Magnata, lançado postumamente e depois adaptado com extremo sucesso para as telas do cinema. Em seus últimos anos de existência ele conseguia apenas produzir roteiros para Hollywood, quase todos mutilados ou recusados. É nesta cidade, berço dos sonhos norte-americanos, os quais ele representou como ninguém em sua obra e vivenciou amplamente em sua vida, que ele morre, no dia 21 de dezembro de 1940, aos 44 anos.

Fontes
http://pt.wikipedia.org/wiki/F._Scott_Fitzgerald
http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u111.jhtm
http://www.estacio.br/rededeletras/numero9/the_book/fitz_bio.asp

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