Geração Perdida

Entre os nomes mais conhecidos da Geração Perdida (Lost Generation) estão escritores muito influentes no século XX como Ernest Hemingway e Scott Fitzgerald. Quem inventou este termo foi Gertrude Stein, que o utilizou para batizar um grupo de artistas que estavam na França nos anos finais da Primeira Guerra Mundial, utilizando o país como um refúgio para suas manifestações criativas, discussões filosóficas e criações literárias. A Geração Perdida tornou-se popular em um romance de Hemingway chamado O Sol Também se Levanta e em seu livro de memórias, A Moveable Feast.

Apesar de formado por diversos artistas, o grupo ficou mais conhecido pela obras literárias que produziu no período. Na lista de autores célebres da Geração Perdida estão T. S. Eliot, John Dos Passos, Waldo Peirce, Sherwood Anderson, Ezra Pound, F. Scott Fitzgerald e Ernest Hemingway. Além deles, outra personalidade citada como parte dessa geração é James Joyce, que tem seu romance Ulisses como um dos mais importantes nesta época. Dentro desta geração, há bastante influência do jazz nas composições literárias, pois este estilo musical estava surgindo nos Estados Unidos e influenciando outros países.

De acordo com João Soares, em matéria publicada para o portal Amigos do Livro, “a cidade de Paris, então o centro cultural do mundo, virou o exílio dourado ou o paraíso para imaturos escritores e artistas de todos os continentes, especialmente americanos do norte.  Acreditavam eles que a elite cultural do planeta vivia ou acontecia nos  arredores do Quartier Latin, na margem esquerda do Rio Sena”.

No filme de Woody Allen, Meia-Noite em Paris, é possível ver uma ilustração da Geração Perdida. No longa, um pretendente a escritor contemporâneo acha um lapso temporal e consegue voltar para a época em que seus ídolos andavam e conversavam pelos cafés parisienses. Na ambientação feita pelo diretor, notam-se outros artistas que compunham o grupo como Pablo Picasso, Salvador Dalí e Luis Buñuel.

Entre as obras mais importantes desta época destacam-se O Sol Também se Levanta (Hemingway), O Grande Gatsby (Fitzgerald), Three Soldiers (Dos Passos) e Ulisses (James Joyce).

É possível dizer que a Geração Perdida tenha, até mesmo, influenciado os beatniks dos anos 50, grupo que também tinha o jazz e longas jornadas como temas de seus livros. No caso da geração de Hemingway, eram americanos em outro país buscando uma espécie de refúgio perante a nação que os criou. Já os beatniks, Kerouac, William Burroughs, Allen Ginsberg, entre outros, utilizavam a própria América como tema de seus livros e críticas. Isso pode ser observado em obras como On The Road, de Jack Kerouac.

Fontes:
http://www.amigosdolivro.com.br/lermais_materias.php?cd_materias=6913
http://pt.wikipedia.org/wiki/Lost_Generation
http://pontocedecinema.blog.br/blog/allen-busca-na-geracao-perdida-antidoto-contra-frivolidade-dos-novos-ricos/
http://www.jornalopcao.com.br/colunas/imprensa/gertrude-stein-e-scott-fitzgerald-a-mae-e-o-simbolo-da-geracao-perdida