Hernán Cortez

Mestra em História (UFRJ, 2018)
Graduada em História (UFRJ, 2016)

Hernán Cortez, aportuguesado como Fernão ou Fernando Cortez, foi um explorador e conquistador espanhol nascido na cidade de Medellín, no então reino de Castela. Ele é célebre por sua conquista da Civilização Asteca.

Filho de um fidalgo decadente, Cortez chegou a estudar na Universidade de Salamanca, mas não concluiu os estudos. Aos 19 anos, deixou seu reino natal e viajou de navio até a ilha de Hispaniola, na atual região das Antilhas, onde passou a trabalhar como escrivão e agricultor até que, poucos anos depois, conheceu o conquistador Diego Velázquez de Cuellar, futuro governador de Cuba, que o empregou em tarefas militares envolvendo a conquista da ilha. Como recompensa por seu serviço, Cortez tornou-se prefeito da cidade de Santiago. Mais tarde, ele também se casaria com uma parenta de Velásquez.

Hernán Cortez.

A conquista do Império Asteca

Em 1518, o governador de Cuba deu outra tarefa a Cortez: fundar uma colônia no continente. Ele logo partiu com uma pequena tropa para explorar a costa, quando tomou conhecimento da civilização asteca. Visando convertê-los a cristandade e torná-los vassalos do rei de Castela e Aragão, Carlos I, Cortez avançou para o território. O imperador asteca, Montezuma II, tentou dissuadir a tropa a chegar muito perto de sua capital, Tenochtitlán, ao oferecer diversos e ricos presentes, mas isso apenas entusiasmou os homens comandados por Cortez e, em 8 de novembro de 1519, eles estavam na capital asteca.

Segundo os relatos de cronistas espanhóis, o imperador asteca julgou que Cortez era um deus chamado Quetzacóalt, e por isso permitiu seu ingresso na capital. Entretanto, hoje se considera mais provável que Montezuma II apenas estivesse seguindo o protocolo tradicional de sua cultura no que se referia a embaixadores. Independentemente qual tenha sido o motivo para o primeiro encontro amistoso, porém, o fato é que as relações de Montezuma II e Hernán Cortez degringolaram de forma veloz graças às ambições do último em relação à rica civilização asteca. Logo, Montezuma II tornou-se prisioneiro de Cortez.

Montezuma II.

Após deixar Tenochtitlán por um curto tempo, Cortez deparou-se com uma grande revolta em seu retorno, ocasionada por um massacre espanhol ocorrido em sua ausência, conhecido como Noite Triste. Após um cerco que durou vários meses e que contou com o auxílio de tribos indígenas inimigas dos astecas, como os tlaxcaltecas, além de uma epidemia de varíola que matou a maior parte da população de Tenochtitlán, as tropas lideradas por Cortez retomaram a capital asteca em 13 de agosto de 1521. A essa altura, Montezuma II já estava morto, e o último governante asteca seria seu jovem sobrinho e genro, Cuauhtémoc. Ele, entretanto, foi rapidamente deposto e feito prisioneiro por Cortez, que prosseguiu então para renomear Tenochtitlán como Cidade do México, nome que detém até os dias de hoje.

Decadência e morte

Consolidado como governante absoluto da cidade, Cortez tornou-se tão poderoso na região que notícias de seus feitos atravessaram o oceano e chegaram até Castela, onde seriam conhecidos pelo próprio rei Carlos I. Preocupado que Cortez quisesse fundar um reino próprio longe de sua influência, o soberano acabaria forçando Cortez a retornar para a Europa. Lá, porém, ele provaria sua fidelidade ao trazer uma série de valiosos tesouros para o seu rei, que o recompensou ao nomeá-lo como governador do México.

Hernán Cortez passaria os anos seguintes em terras americanas, onde ele lutou para controlar o território que conquistara, além de tentar conseguir o almejado título de vice-rei. Em adição, ele teve que lidar com os rumores que assassinara sua esposa. Por fim, em 1540, ele retornou para Castela, onde teve lidar com problemas legais que prejudicaram sua reputação na corte real. Empobrecido, Cortez faleceu em 2 de dezembro de 1547.

Bibliografia

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