Umberto Eco

Graduada em Letras - Literatura e Língua Portuguesa (UNIABEU, 2015)

Filho de Giulio Eco e Giovanna Eco, Umberto Eco nasceu no dia 05 de Janeiro de 1932 na cidade de Alexandria, em Piemonte, na Itália. Dedicou-se aos estudos de Filosofia e Literatura na Universidade de Turim, durante a vida acadêmica, desprendeu-se da religiosidade e tornou-se ateu. Já formado em Filosofia e Literatura, tornou-se mestre acadêmico na Universidade de Turim, onde havia se formado.

Em 1962, Umberto realizou um estudo sobre a semiótica, abordando as diversas interpretações que o ouvinte pode conseguir através de uma obra artística. Este estudo é uma de suas obras, que recebeu o nome de “Obra Aberta”.

O escrito contou com a ajuda de Luigi Pareyson, que o direcionou na filosofia. Concentrado nos estudos que abordavam sobre o período medieval, agarrando-se aos trabalhos de Santo Tomás de Aquino. Dois anos depois publicou o livro “Apocalípticos e Integrados”.

Na década de 70, passou a dedicar-se ao estudo da semiótica, estabelecendo novas perspectivas sobre o assunto, mais influenciado por filósofos, e menos pela linguística de Saussure.

No ano de 1980 publicou o livro pelo qual seria mais conhecido, “O Nome da Rosa”. Este foi o seu primeiro romance e tornou-se um divisor de águas em sua carreira literária, pois com ele consagrou-se na literatura. O livro gerou uma grande repercussão, sendo adaptado para o cinema em 1986.

Em 2010 lançou o livro “O Cemitério de Praga”. E somente após cinco anos publicou “Número Zero”, uma crítica à manipulação jornalistica.

Seus ensaios eram dedicados a diversos temas, dentre eles a filosofia da linguagem, a estética e a semiótica.

Um pouco antes de falecer, Eco fez uma dura crítica às Redes Sociais que disseminam informações. Segundo ele, as redes sociais dão voz à uma “Legião de imbecis” que outrora falavam apenas em bares sem prejudicar toda uma coletividade.

"Normalmente, eles [os imbecis] eram imediatamente calados, mas agora eles têm o mesmo direito à palavra de um Prêmio Nobel" Disse, Umberto Eco, sem medo de represálias, durante o recebimento do título de Doutor Honoris Causa em Comunicação e Cultura na Universidade de Turim, na Itália.

Amargurado, descreveu em sua última coluna no site UOL, no mesmo ano de seu falecimento, sobre a descrença que tinha na humanidade.

"Na medida em que envelheci, comecei a odiar a humanidade. Portanto, se eu tivesse um poder absoluto, deixaria que ela continuasse em seu caminho de autodestruição. Ela seria destruída e eu ficaria mais feliz. Pessoas como eu são intelectuais: nós fazemos o nosso trabalho, escrevemos artigos, temos maneiras de protestar, mas não podemos mudar o mundo. Tudo o que podemos fazer é apoiar a política de empatia",

Umberto Eco, escritor, linguista e filósofo, faleceu no dia 19 de Fevereiro de 2016, aos 64 anos; na cidade de Milão, na Itália.

Principais Obras

Obra Aberta ; Apocalípticos e Integrados (1964); O Sinal (1973); Tratado Geral de Semiótica (1975); A Estrutura Ausente; A ilha do dia anterior; O Pêndulo de Foucault (1988); O Nome da Rosa; O cemitério de Praga(2010); O número zero.

Referências:

E-biografia. Disponível em: <https://www.ebiografia.com/umberto_eco/>

Público. Disponível em: <https://www.publico.pt/2016/02/20/culturaipsilon/noticia/morreu-o-escritor-italiano-umberto-eco-1723897>

Pensador. Disponível em: <https://www.pensador.com/autor/umberto_eco/>

Uol. Disponível em: < https://entretenimento.uol.com.br/noticias/redacao/2016/02/19/umberto-eco-autor-de-o-nome-da-rosa-morre-aos-84-anos.htm >