Oscar

Quando se houve falar em premiação de melhor filme, melhor ator ou atriz, melhor diretor, logo vem à mente o glamour da festa do “Oscar”, por sua tradição e organização anuais, pois é um prêmio conhecido mundialmente. Sua história tem início com a organização da “Academia de Artes e Ciências Cinematográficas” (Academy of Motion Picture Arts e Sciences - AMPAS), uma organização profissional sem fins lucrativos, que foi criada por 36 personalidades mais importantes da indústria cinematográfica, em 1927, num jantar realizado no hotel Biltmore, em Los Angeles, em que o ator Douglas Fairbanks foi escolhido como presidente desta Academia. Dois anos mais tarde, em maio de 1929, foi realizada a primeira premiação do Academy Award (Prêmio da Academia).

As primeiras premiações do Oscar foram em forma de jantares em grandes hotéis de Los Angeles, onde se podia assistir comprando um ingresso antecipadamente. A primeira cerimônia de entrega do “prêmio da Academia ao Mérito” foi na sala Blossom do Hotel Hollywood Roosevelt, com um banquete para 250 convidados, com custo de entradas a US$ 10 cada.

O prêmio Oscar oficialmente é chamado até hoje de “Academy Award of Merit”, mas o apelido de Oscar surgiu de fontes “incertas”, onde uma delas é a que a bibliotecária Margaret Herrick, que mais tarde passou a ser secretária executiva da Academia, em seu primeiro dia de trabalho, olhou para a estatueta e disse que ela parecia com seu tio Oscar, e conseqüentemente um crítico de cinema chamado Sidney Skolsky, teria ouvido a frase e publicado o possível apelido em sua coluna. Outra versão seria a que o mesmo crítico de cinema Sidney Skolsky, havia sugerido o apelido à Academia, buscando humaniza-lo, fazendo uma referência aos espetáculos de Vaudeville, em que os comediantes brincavam com os regentes de orquestra dizendo "Você tem um charuto, Oscar?". A terceira versão é a possibilidade de a atriz Bette Davis ter afirmado, durante muitos anos, que ela era madrinha do prêmio, e comparar a parte dorsal da estatueta com a de seu marido, na época, Harmon Oscar Nelson. A denominação de “Oscar”, aconteceu oficialmente na cerimônia de 1934, em que o colunista Skolsky se referiu ao prêmio, em sua coluna, como Oscar, ao anunciar a premiação feita a Katherine Hepburn, por sua atuação em "Morning Glory" (Manhã de Glória).

A estatueta do Oscar é composta de 92,5% de estanho e 7,5% de cobre, e é banhada em platina e ouro de 14 quilates, medindo 34,29 cm e pesando 3,85 kg. Esta estatueta possui o formato de um cavaleiro segurando uma espada verticalmente na frente do seu corpo, sobre um pedestal em forma de um rolo de filme. Segundo a Academia, a estatueta do Oscar demonstra um cavaleiro das cruzadas com sua espada. Os cinco raios que saem da estatueta representam as cinco áreas originais da Academia: diretores, atores, escritores, produtores e técnicos. Seu valor é em torno de US$ 200, porém o valor simbólico é incomensurável, pelo prestígio profissional e popular que concede a quem recebe o prêmio, e pelo marketing ao filme premiado. Cedric Gibbons, importante diretor de arte da Metro-Goldwyn-Mayer (MGM), foi quem criou a estatueta do Oscar, e quem a esculpiu foi o escultor George Stanley. Gibbons contou que o primeiro esboço do Oscar foi feito num guardanapo da tradicional boate Brown Derby, em Los Angeles. A empresa responsável pela confecção das estatuetas é a R.S. Owens Companhia de Chicago.

É interessante saber curiosidades como: Nos primeiros anos das premiações, a Academia dava às crianças vencedoras estatuetas em miniatura; O ventríloquo Edgar Bergen e seu boneco, Charlie McCarthy, em 1937, ganharam um Oscar por atuação especial, cujo Oscar era feito de madeira com uma boca articulável; Walt Disney foi honrado pela Academia com um Oscar em tamanho normal e sete estatuetas em miniatura, pela obra "Branca de Neve e os Sete Anões".

Com o crescente número de pessoas para assistir a premiação, tornou-se necessária a transmissão pela grande mídia. Os primeiros prêmios já eram transmitidos ao vivo através do rádio, e em 1953, aconteceu a primeira cerimônia televisionada. Foram raras as exceções com quebra de protocolo, quanto à organização do Oscar. Aconteceram três momentos de falhas: o primeiro, em 1938, que atrasou o evento de uma semana, devido as inundações em Los Angeles; o segundo, foi trinta anos depois, em 1968, quando o programa foi atrasada dois dias, para não coincidir com o funeral de Martin Luther King; e o último adiamento, foi em 1981, quando houve uma tentativa de assassinato do Presidente Ronald Reagan, atrasando a premiação por 24 horas.

Durante a Segunda Guerra Mundial, os Oscars foram feitos de gesso em razão da escassez de metal. No entanto, todos os vencedores tiveram permissão para devolverem as estatuetas de gesso e trocarem pelas douradas quando a guerra acabasse.

A cerimônia é realizada anualmente com alguns Oscars de reconhecimento especial e a premiação é feita em vinte e quatro categorias concorrentes, sendo elas: Melhor Ator; Ator Coadjuvante; Melhor Atriz; Atriz Coadjuvante; Longa-Metragem de Animação; Direção de Arte; Diretor de Fotografia; Figurino; Direção; Filme Documentário; Curta Documentário; Edição de Filme; Roteiro (Original); Roteiro (Adaptado); Efeitos Visuais; Edição de Som; Som; Curta-Metragem – Filme; Curta-Metragem – Animado; Melhor Filme; Música (Canção); Música (Trilha Sonora); Maquiagem; e Filme em Língua Estrangeira.

A época da cerimônia de entrega do Oscar já passou por alterações. Até 1954, a cerimônia era apresentada numa quinta-feira à noite, e de 1955 a 1958, foram apresentadas numa quarta-feira. De 1959 até 1998, com algumas exceções, vinha sendo apresentada na segunda-feira à noite. Só a partir de 1999, que a cerimônia do Oscar passou a ser no domingo (tradicionalmente em março). Em 2004, a cerimônia foi transferida para mais cedo, em fevereiro, buscando melhorar ainda mais as avaliações e a "temporada" dos filmes.

Fontes
http://lazer.hsw.uol.com.br/
http://www.filmsite.org/
http://cinema.terra.com.br/

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