Microtúbulos

Graduada em Ciências Biológicas (UNISUAM, 2010)
Graduada em Zootecnia (FAGRAM, 2006)

Os microtúbulos são polímeros longos e relativamente rígidos com forma cilíndrica e oca, de 25 nm de diâmetro e cujo comprimento pode alcançar mais de 20µm. São formados a partir do processo de polimerização de duas moléculas de proteínas globulares chamadas alfa e beta tubulina, a partir de dímeros de tubulina. Devido às suas extremidades diferentes, que são formadas pelos dímeros, eles possuem polaridade, ou seja, possuem uma extremidade positiva (+) e uma negativa (-). Os microtúbulos, na maioria das células, ficam organizados no centrossomo e tem duração de 10 minutos em média. Só existem nos seres eucariontes.

Microtúbulos. Ilustração: Alila Medical Media / Shutterstock.com [adaptado]

A polimerização ou despolimerização é um processo que depende de energia, que está sob a forma de Trifosfato de Guanosina ou Guanosina Trifosfato (GTP). Estes dois processos ocorrem em velocidades diferentes nas extremidades dos microtúbulos. A extremidade positiva tem mais tendência a se polimerizar e aponta para a periferia da célula ou membrana plasmática, enquanto a extremidade negativa tem mais tendência para se despolimerizar e partem de uma região que as estabiliza. A extremidade sempre estará inserida num centro organizador, que na maioria das vezes é o centrossoma. Assim, é possível enviar partículas de centro para a extremidade da célula e vice-versa, por dentro dessas estruturas. Estes processos de polimerização ou despolimerização acontecem constantemente a partir do centrossomo. Os microtúbulos centriolares são muito estáveis, enquanto os citoplasmáticos possuem instabilidade dinâmica.

Existem algumas substâncias químicas que interferem na polimerização ou despolimerização dos heterodímeros de tubulina (conjunto de uma unidade de α-tubulina e outra unidade de β-tubulina):

  • Taxol: irá impedir a despolimerização dos microtúbulos, interferindo na separação dos cromossomos na mitose;
  • Colquicina: despolimerização do fuso mitótico.

Funções dos Microtúbulos

Os microtúbulos possuem diversas funções, como: principal componente do aparelho mitótico – fuso acromático, organização dos cromossomos, manutenção da forma celular, ancoragem das organelas citoplasmáticas, criação de força motriz, formação da parede celular, ao movimento intracelular, diferenciação celular, entre outras. Eles participam da constituição de estruturas, como: os centríolos, fuso mitótico, cílios e flagelos, sendo que os microtúbulos de cílios e flagelos são muito estáveis e os do fuso mitótico são fracos.

Os microtúbulos podem ser:

  • Polares: eles se estendem dos dois pólos do fuso onde os centrossomos opostos estão localizados.
  • Radiais: eles ancoram o centro mitótico à membrana plasmática. Também são chamados de microtúbulos astrais.
  • Cinetócoros: são ancorados aos centrômeros nos cromossomos da metáfase e se originam no centro mitótico. Não estão ligados aos cromossomos e se sobrepõem uns com os outros no centro da célula. Se os cinetócoros falharem na sua organização, os cromossomos podem não se dividirem de corretamente.

Referências Bibliográficas:

http://www.scielo.br/pdf/jecn/v17n1/v17n1a05.pdf

http://www.ibb.unesp.br/Home/Departamentos/Morfologia/Laboratorios/LaboratoriodeGenomicaIntegrativa/5cCitoesqueletoAula3.pdf

http://www.fcav.unesp.br/Home/departamentos/biologia/DURVALINAMARIAM.DOSSANTOS/TEXTO-168.pdf

http://www.bio.ibilce.unesp.br/~tercilia/graduacao/engenharia/aulas/citoesqueleto.PDF

Arquivado em: Citologia